"É nas cidades que se vai combater a guerra climática"

As cidades são "um dos pilares fundamentais para o cumprimento dos objetivos sustentáveis" e, por isso, é nestas "que se vai combater a guerra climática". O futuro das metrópoles passará por edifícios mais sustentáveis e mobilidade inteligente, mas essencialmente por comportamentos mais amigos do ambiente e a participação de todos.

Sob o tema "Urban Future with a Purpose - 12 Trends Shaping the Future of Cities", o líder global de Modernização Digital do Setor Público da Deloitte, Jean Barroca, salientou, esta tarde, que as cidades são "um dos pilares fundamentais para o cumprimento dos objetivos sustentáveis" e que é "nas cidades que se vai combater a guerra climática". "É tempo de mudarmos de um modo de vida urbano para um modo de vida mais humano e participado em todos possam ter uma palavra a dizer", sublinhou mais do que uma vez.

A Deloitte identificou 12 tendências que moldarão o futuro das cidades após a realização de dezenas de entrevistas e inquéritos a especialistas, académicos, empresários e cidadãos. Mobilidade inteligente, a "cidade dos 15 minutos", edifícios mais sustentáveis e operações urbanas com recurso à inteligência artificial foram as quatro tendências destacadas por Jean Barroca na sua intervenção.

"As cidades do futuro vão ser mais verdes, mais digitais e inclusivas, o que significa uma economia mais circular e uma maior consideração das pessoas pelos recursos que consomem", explicou. Barroca disse que "acredita que uma cidade sustentável e inteligente combina três tipos de investimento". Este terá de ser feito "nas infraestruturas, alterando-se os materiais na cidade", mas também "na forma como os processos de gestão da cidade possam ser alterados para haver um impacto maior" e na componente comportamental, ou seja, "como é que as pessoas podem ser levadas a terem comportamentos cada vez mais sustentáveis".

Jean Barroca chamou a atenção ainda para o facto de estarmos "pior" do que em 2019 no que diz respeito à utilização de transportes privados. "Regredimos. Isto tem justificações como a falta de confiança das pessoas, não saberem que podem ou não partilhar um espaço, mas está nas nossas mãos enquanto pessoas e enquanto tomadores de decisão, empresários e políticos de que o "novo normal" vai ter de ser melhor do que o antigo normal".

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