Conselho das Finanças prevê mais uma década perdida a seguir ao PRR

"Crescimento da produtividade em Portugal é o principal risco macroeconómico no longo prazo", aponta o CFP. E há um novo receio latente: podem surgir novas pandemias.

O crescimento da economia portuguesa deve esvair-se nos próximos anos, mesmo com uma boa execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e sem novos choques adversos (como novas pandemias e outros eventos, como uma mudança na política de juros baixos do BCE), prevê o Conselho das Finanças Públicas (CFP) num estudo sobre os riscos orçamentais e a sustentabilidade das contas públicas, divulgado esta quinta-feira.

"Na ausência de choques, o ritmo de crescimento da economia deverá convergir para 0,7% no longo prazo, em linha com o crescimento potencial estimado para a economia portuguesa", diz o novo estudo.

Este potencial é referido por muitos economistas como débil e, diz o CFP, fica "próximo do crescimento médio observado entre 2002-2019 - período compreendido entre a introdução do euro e o início da pandemia". Numa linguagem menos coloquial, a dinâmica da economia parece que não sai da cepa torta.

Ou seja, mesmo com fortes impulsos de fundos europeus e uma política monetária (do BCE - Banco Central Europeu) extremamente expansionista (juros baixos, quase zero ou mesmo negativos), a capacidade de capital instalada não chega para propagar mais riqueza adicional no futuro subsequente. Portugal não sai desse patamar médio dos 0,7% de crescimento na primeira metade dos anos 30 (2031-2035).

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