A presidente executiva (CEO) da TAP defendeu esta quarta-feira que "seria mais fácil" dizer que não vão existir mais cortes e vincou que, se os resultados forem "excelentes", espera ter margem para recompensar os trabalhadores.."Comunicámos aos trabalhadores que seria mais fácil para esta administração dizer que não há mais cortes [...], mas temos um plano, um compromisso e um acordo de emergência", assinalou Christine Ourmières-Widener, numa conferência de imprensa, em Lisboa..No entanto, referiu que, se os resultados "forem excelentes, estamos prontos para conversar com os nossos parceiros para ver se conseguimos recompensar os trabalhadores"..Ourmières-Widener reconheceu que "existe uma pressão" e que os trabalhadores estão sujeitos a dificuldades, nomeadamente as provocadas pela inflação..Ainda assim, ressalvou que tudo o que possa acontecer até ao final do ano pode também ter um impacto nos resultados da transportadora aérea.."É importante que fique claro que não é porque não o queremos fazer [recompensar os trabalhadores], mas ainda é muito cedo. Existem coisas que não controlamos", vincou..Questionada sobre o porquê da companhia ter voltado atrás com a decisão de renovar a frota automóvel, a presidente executiva da TAP reiterou que a mudança, "economicamente, seria a melhor"..Porém, sublinhou que a opinião pública "não estava favorável" à mesma e, por isso, decidiu suspendê-la e analisá-la..A polémica com a frota automóvel da TAP começou depois de a TVI/CNN Portugal ter noticiado que a transportadora aérea tinha encomendado uma nova frota de automóveis BMW para a administração e gestores, substituindo os da Peugeot..Posteriormente, a TAP veio esclarecer que o negócio iria permitir poupar 630 mil euros por ano, mas a empresa acabou por não resistir à polémica e decidiu renegociar o contrato..A TAP registou no terceiro trimestre do ano um resultado líquido positivo de 111,3 milhões de euros, anunciou hoje a companhia aérea à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)..Numa nota hoje divulgada, a companhia aérea revelou que registou entre julho e setembro "um recorde histórico de receitas operacionais", que ascenderam aos 1,1 mil milhões de euros, "excedendo os níveis pré-crise em 7,5%", o que lhe permitiu alcançar "um desempenho financeiro sem precedentes"..Contudo, entre janeiro e setembro, a companhia teve um prejuízo de 91 milhões de euros, quando, em 2019, antes da pandemia, tinha registado um lucro de 121 milhões de euros.