Centeno superou quase sempre metas inscritas nos Orçamentos da legislatura

O Governo deverá apresentar a proposta de Orçamento do Estado para 2020 à Assembleia da República até ao final do ano.

As metas traçadas pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, sobre o défice, dívida pública, crescimento económico e desemprego, constantes dos Orçamentos do Estado da última legislatura, foram quase sempre superadas.

No primeiro ano da legislatura, em 2016, o Governo previu no Orçamento do Estado uma meta de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para o défice, mas o ano fechou com um saldo orçamental negativo de 1,9%, segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados em 23 de setembro, com a revisão das contas nacionais para a base 2016.

Já em 2017, quando o Governo previa 1,6% de défice, registou-se um agravamento para 3%, mas apenas porque houve a operação de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), porque sem essa operação extraordinária o défice teria ficado nos 0,9%, divulgou o INE na altura. No terceiro ano da legislatura, Centeno antecipou uma redução do défice para 1% do PIB, mas os números finais do INE revelaram que ficou em 0,4% em 2018.

Para este ano, o Governo começou por prever um défice de 0,2%, que reviu em baixa em uma décima para 0,1% no Projeto de Plano Orçamental enviado a Bruxelas em 15 de outubro. Contudo, a Comissão Europeia solicitou, dias depois, que o executivo de António Costa apresentasse uma versão atualizada "tão cedo quanto possível", observando que o "esboço" apontava para o risco de um desvio das metas fixadas.

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