Administradores da NOS envolvidos no Luanda Leaks renunciam ao cargo

Os três gestores iam ser ouvidos na próxima segunda-feira pelo Comité de Ética da NOS que queria explicações sobre o seu envolvimento

Os administradores não executivos da NOS envolvidos no Luanda Leaks apresentaram esta quinta-feira renúncia do cargo. Os gestores iriam na segunda-feira ser ouvidos pelo Comité de Ética da operadora.

"Nos termos e para os efeitos do artigo 248.º A do Código de Valores Mobiliários e do artigo Senhores Dr. Jorge de Brito Pereira, Dr. Mário Filipe Moreira Leite da Silva e Dra. Paula Cristina Neves Oliveira apresentaram hoje, ao Conselho Fiscal, as respetivas renúncias aos cargos de membros não executivos do Conselho de Administração desta sociedade", anunciou a NOS.

A renúncia dos administradores indicados por Isabel dos Santos para a operadora surge depois de ter sido conhecido que o Comité de Ética e pela Comissão de Governo Societário da operadora os queria ouvir, na próxima segunda-feira, sobre o seu envolvimento no Luanda Leaks.

A companhia queria saber sobre o seu envolvimento em transferências de vários milhões de dólares dos cofres da Sonangol para o pagamento de alegados serviços de consultadoria à offshore Matter Business Solutions, com sede no Dubai, controlada por Isabel dos Santos. Um total de 115 milhões de dólares teria sido transferido de forma pouco clara.

A decisão da NOS foi conhecida depois da acionista Sonae ter admitido estar a acompanhar o caso "com atenção e preocupação". "Neste contexto, foi desde já garantido que os órgãos competentes da sociedade estão a avaliar a situação de forma rigorosa e com sentido de urgência", disse a Sonae.

O caso já motivou pedido de informação da CMVM à NOS. O regulador de mercados está também a analisar transações envolvendo ações da companhia.

Ana Marcela é jornalista do Dinheiro Vivo

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