Paulo Macedo: "O país não pode ficar parado"

Banqueiros concordam que para haver um novo ciclo político há que assegurar, antes de mais, que medidas como a execução do PRR continuem.

"Eu preservo e valorizo muito a estabilidade. Mas privilegio ainda mais a vitalidade", foi desta forma que Miguel Maya, CEO do Millenium BCP, explicou a sua visão sobre a atual crise política e, nomeadamente, a concordância com a decisão do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de definir eleições antecipadas para 30 janeiro do próximo ano. "O tema da vitalidade sobrepõe-se, na minha opinião, à estabilidade", afirmou, durante a quinta edição das Money Conference.

Na mesma linha Paulo Macedo, CEO da CGD, não se mostrou muito preocupado, porque "Portugal precisa de uma capacidade de transformação", de fazer reformas. Para o gestor o que "importa é que o novo quadro possa ter capacidade de tomar decisão". Pelo que Paulo Macedo afirmou que espera que haja uma aceleração da execução das medidas propostas. "O país não pode ficar parado". Já Francisco Barbeira, membro da comissão executiva do BPI considera que este momento "era necessário para uma promessa de estabilidade política" e que "era fundamental criarmos um novo quadro de estabilidade política". Por outro lado, António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco referiu que a democracia tem os seus próprios mecanismos de rejuvenescimento.

Questionados sobre o impacto desta crise política na execução do Plano de Recuperação e Resiliência a opinião foi unânime: o fundamental é a execução. Mas a execução bem feita. Porque esse é um ponto, lembrou Francisco Barbeira, Portugal nem sempre se porta da melhor forma. Mesmo assim "há boas expetativas". Ao que Paulo Macedo acrescentou que "com as decisões tomadas precisamos de nos focar na execução".

Alexandra Costa é jornalista do Dinheiro Vivo

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