Open Day na Banca: de pequenino se aprende a investir de forma sustentável

Na Semana do Investidor, Associação Portuguesa de Bancos promove dois webinars destinados às escolas secundárias e profissionais para ensinar aos alunos os segredos de bem investir.

Já está aí mais uma Semana Mundial do Investidor. Acontece entre 3 e 7 de outubro e em Portugal é organizada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) há seis anos consecutivos - e neste ano tem por mote Investir num futuro sustentável. Para a assinalar, a Associação de Bancos Portugueses (APB) - parceira da CMVM nesta iniciativa pelo quinto ano - promove o Open Day na Banca, que vai incluir "dois webinars destinados a alunos do ensino secundário e profissional", divulgou a instituição.

Como a sabedoria popular muitas vezes tem razão e, de facto, é "de pequenino" que mais depressa se aprende, o objetivo da APB é alertar os futuros investidores para a contratação destes produtos, torná-los mais expeditos na execução de operações bancárias, através dos canais digitais e alertá-los para os riscos das fraudes online. Enfim, aumentar a sua literacia financeira.

"Quando tiverem o seu primeiro salário ou começarem a fazer as suas poupanças ou a investir, é determinante que estes jovens tenham os conhecimentos e as ferramentas básicas" para tal. Foi esta a principal conclusão retirada pelos responsáveis da APB do seu Projeto de Educação Financeira realizado há vários anos junto das escolas e em contacto com os professores. Estes últimos, por exemplo, "consideram que estes temas deveriam ter mais espaço e ser mais aprofundados nos programas curriculares", afiança a associação. Daí a realização de iniciativas como este Open Day na Banca.

As duas sessões do Webinar APB decorrerão nos dias 3 e 7 de outubro e são abertas a todos, mas visam os alunos em idades de Secundário, para que estejam prontos, mal comecem a ter dinheiro, para saber poupá-lo e geri-lo.

As duas sessões do webinar decorrem online e são abertas a todas as escolas de ensino secundário ou profissional que queiram participar. Para isso basta os interessados inscreverem-se por e-mail.

Mas há mais. No programa da Semana Mundial do Investidor (SMI) há outras iniciativas realizadas pelos restantes parceiros e para ficar a par é só consultar o respetivo site.

Segundo a APB, "nas duas últimas edições, as iniciativas da SMI no seu conjunto, através do canal de YouTube [ver quadro], registaram mais de 5 mil visualizações".

Maior erro? Investir sem formação

É certo e sabido que muitos dos jovens do Secundário e escolas afins são verdadeiros génios do digital e facilmente apreendem as complexidades dos canais online. Uma mestria que pode dar-lhes a falsa segurança para investirem por canais virtuais.

"O maior erro é começar a investir sem apostar na sua formação financeira e sem criar um plano de investimento", assegura Steven Santos, especialista na matéria e parceiro da APB no Open Day da Banca, que será o orador da primeira sessão do Webinar [ver quadro], com quem o DN falou.

"Conhecer bem os produtos financeiros disponíveis e a sua função no âmbito de uma carteira diversificada, definir os objetivos, necessidades e tolerância ao risco e traçar um plano de investimento são passos essenciais para ser bem-sucedido nos investimentos financeiros", avançou o perito.

Steven Santos alerta que há muita informação sobre investimento na internet, mas "não é fácil encontrar informação credível, coerente e apresentada com sequência lógica". Por isso, este ano, publicou o livro O Manual do Trader, precisamente "com o objetivo de ser um manual prático sobre investimentos financeiros para quem se está a iniciar", que, entre outro fatores, "explica como analisar e tomar decisões de investimento em situação real e como criar um plano de investimento".

Depois, outro fator vital é distinguir operadores seguros e os que podem ser apenas um esquema. Aqui, Steven Santos garante que escolher a plataforma de investimento e o intermediário financeiro são passos importantes.

"Recomendo que se verifique a regulamentação do intermediário (registo e, preferencialmente, supervisão da CMVM), a variedade da oferta de instrumentos financeiros disponíveis e o material de formação sobre os produtos financeiros e a plataforma de investimento, bem como o nível de serviço e o acompanhamento à negociação existentes enquanto cliente."

Mas o especialista vai mais longe nos seus alertas: "Operadores sem presença física em Portugal ou na União Europeia, sem atendimento rápido e útil ou sem solidez financeira como instituição, deverão ser alvo de escrutínio maior e, em muitos casos, excluídos como possível intermediário".

O DN não quis já levantar o véu sobre os conhecimentos que Steven Santos vai transmitir na próxima segunda-feira [ver quadro], porque aí, nas opções de investimento, não se falará só de canais digitais e dos mais conservadores títulos, como ações: a criptomoeda também estará em debate.

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