VAR ajuda Liverpool a derrotar Nuno Espírito Santo

O videoárbitro validou um golo aos reds e anulou outro ao Wolverhampton no final da primeira parte. A equipa de Jürgen Klopp venceu por 1-0 e, com um jogo a menos, é líder com 13 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o Leicester.

O Wolverhampton, treinado por Nuno Espírito Santo, colocou Anfield em sentido até soar o apito final do árbitro Anthony Taylor, momento que fez os jogadores do Liverpool e os seus adeptos festejarem de forma exuberante e complicadíssimo triunfo por 1-0, que mantém a equipa de Jürgen Klopp confortável na liderança da Premier League com mais 13 pontos do que o Leicester, e ainda com um jogo em atraso, à 20.ª jornada.

Foi um jogo emocionante decidido nos instantes finais da primeira parte, com intervenção decisiva do VAR. É que aos 42 minutos, Sadio Mané rompeu finalmente a resistência defensiva dos Wolves e bateu Rui Patrício. Só que o árbitro anulou o golo por alegado braço na bola de Lallana na assistência para o avançado senegalês. No entanto, após consulta do videoárbitro, verificou-se que, afinal, o internacional inglês tinha feito o passe com o ombro. O Liverpool estava mesmo em vantagem no marcador.

Não demorou muito até surgir nova jogada polémica. O avançado português Pedro Neto rematou a contar para o fundo da baliza de Alisson Becker, fazendo rebentar a festa dos Wolves... contudo, alertado pelo VAR, o golo acabou por ser anulado devido a um fora-de-jogo milimétrico no início da jogada. O jovem jogador português levava as mãos à cabeça, afinal aquele que era o seu primeiro golo na Premier League não contava, e Nuno Espírito Santo via o cartão amarelo por protestos.

A segunda parte acabou por ser de sofrimento para a equipa de Klopp, que há muito que não sentia tantos problemas em suster uma equipa no campeonato inglês. Rúben Vinagre, João Moutinho, Rúben Neves e Diogo Jota foram os outros portugueses que tudo tentaram para pelo menos arrancar um ponto em Anfield. Não o conseguiram. O Liverpool acaba o ano de 2019 com uma vantagem confortável, que lhe permite acreditar que 2020 irá finalmente marcar o jejum de 30 anos sem conquistar o título inglês.

Refira-se ainda que, além de ter conquistado a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes, 2019 fica ainda marcado pelo facto de o Liverpool apenas ter perdido um jogo na Premier League, foi logo o primeiro, a 3 de janeiro, em casa do Manchester City (1-2), que acabou por ser decisivo para que Guardiola tivesse festejado o título em maio.

Chelsea agrava crise do Arsenal

Ao início da tarde, no dérbi de Londres, o Chelsea prolongou a crise do Arsenal, que já vai em cinco jogos consecutivos sem ganhar. Os gunners, a jogar em casa, até estiveram a vencer graças a um golo de Aubameyang aos 13 minutos, mas os últimos dez minutos da partida acabaram por ser fatais, uma vez que o Chelsea aproveitou para dar a volta ao marcador com golos de Jorginho e Tammy Abraham.

O Arsenal, que pelo segundo ano foi comandado por Mikel Arteta (ex-adjunto de Guardiola), ocupa agora o 12.º lugar da Premier League com 24 pontos, enquanto o rival de Stamford Bridge consolidou quarto lugar, com 35 pontos.

Manchester City vence no adeus a 2019

O último jogo de 2019 da Premier League realizou-se no Estádio Ethiad, com o Manchester City a vencer o Sheffield United, por 2-0.

Com Bernardo Silva a titular e João Cancelo no banco de suplentes, coube a Sergio Agüero abrir o marcador aos 52 minutos, a passe de Kevin de Bruyne, jogador que aos 83 minutos fechou as contas do jogo.

A equipa de Pep Guardiola continua no terceiro lugar, a 14 pontos do líder Liverpool, enquanto o Sheffield sofreu a primeira derrota da época fora de casa para o campeonato, estando agora numa confortável nona posição.

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