Presidente dos árbitros diz que VAR não deveria intervir em lances de fora de jogo milimétricos

Roberto Rosetti, em entrevista publicada pelo jornal transalpino La Gazzetta dello Sport, abordou a polémica em torno do vídeoárbitro.

O presidente do Comité de Árbitros da UEFA considera que o videoárbitro (VAR) não deve alterar as decisões nos lances de fora de jogo no limite, visto que são necessários vários minutos para verificar a posição do jogador. "Queremos que o VAR intervenha apenas quando as imagens mostram um erro claro. Caso contrário, a decisão tomada em campo é a melhor", disse Roberto Rosetti, em entrevista publicada pelo jornal transalpino La Gazzetta dello Sport.

O antigo árbitro transalpino explicou que se perde tempo a determinar se o jogador está ou não em posição irregular, vincando que decisão final deve ser a que é tomada em campo."Para decidir se há um impedimento de alguns centímetros são necessários vários minutos para posicionar as linhas e há uma dificuldade real em determinar se está fora de jogo. É sempre melhor não mudar a decisão tomada em campo", referiu.

Rosetti insistiu ainda que o código do International Football Association Board (IFAB) prevê a "clara evidência" do erro para justificar a intervenção do VAR.

Nos últimos dias, na liga inglesa, o VAR anulou um golo ao português Pedro Neto, no encontro entre Liverpool e Wolverhampton, e ao inglês Jack Grealsih, na receção do Burnley ao Aston Villa, por ambos os jogadores estarem no "limite" da posição irregular. Já este sábado, na I Liga, no Boavista-Portimonense, o árbitro Manuel Mota (com a ajuda do VAR) anulou um golo a Aylton Boa Morte por... oito centímetros.

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