Não jogaram quatro minutos por salários em atraso. Adversário marcou dois golos

O jogo entre o Veracruz e os Tigres, do campeonato mexicano de futebol, teve um início pouco comum. Partida terminou 3-1, com a derrota da equipa da casa.

Os jogadores da equipa mexicana do Veracruz decidiram que não iriam jogar durante os primeiros quatro minutos da partida contra os Tigres, para protestar contra os salários em atraso. Os adversários juntaram-se ao protesto no primeiro minuto, mas depois aproveitaram para marcar dois golos.

Eduardo Vargas marcou aos 1.39 e Andre-Pierre Gignac marcou aos 3.55, aquele que é o seu centésimo golo na liga mexicana. A ironia é que Gignac é um dos jogadores mais bem pagos da Liga Mexicana.

O Veracruz começou a jogar aos quatro minutos, mas aos oito já estava a perder por três, graças a mais um golo de Vargas. Já no tempo de desconto, Colin Kazim-Richards marcou o único golo do Veracruz, com o jogo a acabar 1-3. A equipa não ganha há 40 jogos para a Liga Mexicana.

O dono do Veracruz, Fidel Kuri, disse estar "embaraçado" por causa dos fãs, garantindo que os Tigres tinham direito a marcar. "Os jogadores queriam enviar uma mensagem que não foi discutida, mas estão no seu direito", disse Kuri. "Somos mais uma vez a piada da nação, do mundo nesta área", acrescentou.

Os jogadores do Veracruz alegam contudo que os adversários sabiam do protesto e que ambos os clubes tinham concordado num protesto de um minuto. Contudo, antes de o árbitro dar início à partida, os jogadores do Veracruz pediram três ou quatro minutos de protesto, o que os Tigres recusaram.

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