Mamona oitava na final do triplo salto. Portugal deixa Doha com uma medalha

Atleta portuguesa teve como melhor marca 14.40 metros e ficou muito longe do pódio. Comitiva portuguesa alcançou apenas uma prata nos Mundiais de Doha, por José Silva, nos 50 km marcha.

Patrícia Mamona era neste sábado a última esperança para Portugal sair dos Mundiais de atletismo de Doha com duas medalhas. Mas a atleta portuguesa, de 30 anos, foi apenas oitava classificada (entre 12 participantes) na final do triplo salto, com a marca de 14,40 metros, falhando assim um lugar no pódio. Ainda assim, o melhor resultado de sempre de uma portuguesa. A prova foi ganha pela venezuelana Yulimar Rojas, com um salto de 15.37 metros. O pódio ficou completo com as jamaicanas Shanieka Ricketts (14.92) e Shanieka Ricketts (14.64).

A atleta do Sporting tinha ganho um lugar na final na quinta-feira apesar de não ter atingido a marca de qualificação (14.30 metros), mas mesmo assim conseguiu um salto (14.21 metros) que lhe permitiu estar entre as 12 melhores e consequentemente na final.

"A minha mente estava preparada para saltar muito... tive um aquecimento excelente, estava bastante bem, bastante confiante. No primeiro salto, abri logo com uma marca que me garantia para a final, mas senti que o posterior da coxa contraiu demasiado", explica a atleta. Mamona acrescenta que tentou "gerir a prova mais em termos de dores", e focar-se, "mas não foi possível melhorar": após os 14,40 metros, marcou 14,34, 14,30, 14,17 e dois nulos.

"O posterior contrai, reflete-se nas costas e a corrida muda muito", prosseguiu. Ainda sem certezas quanto a uma lesão, Patrícia Mamona diz esperar "que tenha sido só uma contratura". "Estou a gerir a dor, mas também a época já acabou e tenho tempo para recuperar. Espero que não tenha sido nada de mais." Em todo o caso, sublinha, "foi um bom teste para os Jogos Olímpicos, que vai ter um nível extremamente elevado."

A melhor participação da comitiva nacional nos Mundiais de atletismo de Doha pertenceu a João Vieira, que aos 43 anos foi medalha de prata nos 50km marcha, o seu melhor resultado de sempre em Mundiais - completou a prova em 4:04.59 horas, 39 segundos depois do japonês Yusuke Suzuki, novo campeão do mundo.

Pablo Pichardo chegou a estar perto das medalhas na final do triplo salto masculino, mas acabou por ficar no quarto lugar, com a marca de 17,62 metros, atrás de Christian Taylor (17,92 metros), Will Claye (17,74) e Hughes Fabrice Zango, do Burkina Faso (17,66).

Portugal esteve representado nos Mundiais de atletismo com 15 atletas, naquela que foi uma das maiores participações de sempre. À partida, as maiores esperanças de medalhas recaíam em Pedro Pablo Pichardo, no triplo salto, e Inês Henriques nos 50 km marcha. Mas ambos falharam. Num segundo patamar apareciam atletas como Nelson Évora (triplo), João Vieira (50 km marcha), Patrícia Mamona e Susana Costa (triplo), Ana Cabecinha (20 km marcha) e Salomé Rocha (maratona).

Mas apenas João Vieira conseguiu trazer uma medalha, a 22.ª para Portugal, que antes já tinha alcançado 21 medalhas em 11 das 16 edições dos Mundiais já realizadas, das quais seis de ouro.

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