Leonardo Jardim: "Continuo surpreendido com a demissão"

O treinador português revela em entrevista ao L'Équipe que um dos problemas que ditou a sua saída do Mónaco foi o facto de não ser o técnico preferido do vice-presidente Oleg Petrov.

Leonardo Jardim deu esta sexta-feira uma entrevista ao jornal L'Équipe, na qual fala pela primeira vez da sua demissão do cargo de treinador do Mónaco. "Continuo surpreendido com a decisão tomada no Natal. Estávamos em condições de alcançar o objetivo, que era ficar no pódio. Se faltavam alguns pontos na classificação não era por exclusiva responsabilidade da equipa técnica", admitiu.

O treinador português lembrou que "a presente temporada começou muito mal" e explicou as razões: "Só construímos a equipa no final de agosto e deitámos fora a pré-época. Até o vice-presidente do clube [Oleg Petrov] assumiu a responsabilidade pelo ataque tardio ao mercado, alegando entre outras coisas falta de experiência no cargo."

Jardim garantiu ainda que nunca sentiu que fosse o treinador preferido de Petrov. "Aos olhos dele, eu era o técnico do presidente e provavelmente do anterior vice-presidente Vadim Vasilyev, por isso esta decisão surge um pouco em consequência desses factos", acrescentou, revelando que logo a seguir ao Natal recebeu um telefonema de Oleg Petrov a convocá-lo para uma reunião: "Percebi logo o que se estava a passar, até porque havia muito ruído. Disse-me então que tinha sido a pedido seu que o presidente tinha tomado a decisão de me demitir."

O técnico português garantiu ainda que não se arrependeu de ter voltado ao comando da equipa em janeiro de 2019, três meses depois de ter sido despedido e substituído por Thierry Henry. "Na altura, não podia dizer não ao presidente porque, afinal, o arrependimento seria maior se o Mónaco fosse despromovido. O meu nome ficaria associado a isso e era algo que não queria", assumiu.

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