Jorge Jesus chama Ferreyra e mais nove da equipa B para a Taça

O Benfica joga este sábado contra o Paredes com uma equipa recheada de novidades. O treinador optou por deixar os internacionais em Lisboa.

O argentino Facundo Ferreyra é uma das muitas novidades do plantel do Benfica para o jogo deste sábado (21.15 horas) com o Paredes para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. O avançado de 29 anos, que na época passada esteve emprestado ao Espanyol, foi integrado no plantel depois de não ter arranjado colocação para esta época.

O treinador Jorge Jesus chamou ainda nove jogadores que habitualmente jogam pela equipa B e pelos sub-23, a saber João Ferreira, Morato, Kalaica, Vukotic, Kevin Csoboth, Paulo Bernardo, Gerson Sousa, Tiago Araújo e Daniel dos Anjos. Assim sendo, da equipa principal restam Helton Leite, Mile Svilar, Gilberto, Jardel, Ferro, Pizzi, Franco Cervi, Chiquinho, Samaris e Gonçalo Ramos.

Na conferência de imprensa já Jorge Jesus tinha anunciado que iria poupar todos os jogadores que estiveram ao serviço das seleções. "Trabalhámos para este jogo com os jogadores que ficaram. Achamos que eles dão-nos segurança e confiança. Além do Gonçalo Ramos que vai a jogo, vamos levar jogadores da equipa B, entre os quais dois com idade de junior como são os casos de Paulo Bernardo e o Gerson", assumiu o técnico benfiquista.

Jesus lembrou que o Paredes tem "alguns jogadores mais conhecidos da II Liga" e lembrou que "muitos começam pelos escalões mais baixos, mas não quer dizer que não tenham valor". Apesar de pela frente ter um adversário do terceiro escalão, o treinador do Benfica não quer que se pense que se trata do jogo ideal para lançar jovens. "Tudo isso tem o seu momento e o seu tempo. Hoje não é fácil gerir uma carreira de um jovem nas grandes equipas em Portugal. O primeiro pensamento dos jovens é querer jogar na primeira equipa e o segundo é emigrar. Tirando algumas exceções, estes jovens que estão nos grandes não estão muito interessados em esperar o seu momento. Eu com a idade deles se calhar também pensava assim", disse.

Neste e nos próximos jogos, o Benfica não vai poder contar com Darwin Núñez e Julian Weigl por terem contraído a covid-19, algo que parece não tirar o sono ao técnico. "Temos de saber viver com a covid-19 em todas as profissões. A bolha onde os jogadores estão a trabalhar é uma população controlada de três em três dias, mesmo assim surgem casos. O Darwin regressou com o problema porque há vários jogadores do Uruguai contagiados. O Weigl foi detetado e ficou fora. Enquanto não há vacina temos de trabalhar assim. Testar, isolar e prevenir", sublinhou.

Jorge Jesus considera que neste período de pandemia, as seleções "deviam ter parado". "Um dos problemas é viajar e ir para as seleções, onde não há tanto cuidado e, por isso, o Darwin foi um dos jogadores que ficou infetado. É difícil de controlar. A única forma de o fazer era ter parado as seleções e a prova está aí. Vários os jogadores que foram para as seleções regressam com o vírus", frisou.

A saída do diretor-geral Tiago Pinto para a AS Roma no final de dezembro acabou por não surpreender Jesus que destacou a "muita capacidade" que tem para o cargo que desempenha. "É uma perda, mas faz parte do processo do que é o futebol em Portugal. Todos os quadros que demonstram capacidade superior são solicitados pelos clubes que têm capacidade para os levar. É uma realidade do futebol português, onde os melhores muitas vezes vão ter de sair. Reparem, no último jogo da seleção não jogava um jogador do campeonato português. Não temos a mesma capacidade financeira de outras equipas, mas em Portugal trabalha-se melhor que nos outros países e vêm cá aprender", disse.

Já sobre a possibilidade de, no mercado de janeiro, o Benfica contratar Lucas Veríssimo ao Santos, Jorge Jesus adite que "foi sempre um jogador" que fez parte da sua agenda. "Todo o processo burocrático e financeiro é com o presidente, com o Rui Costa e o diretor financeiro. Eu só identifico a qualidade do jogador. Não sei se o vou ter ou não, mas gostava de o ter."

Já sobre a possibilidade de poder contratar William Carvalho ao Betis, Jesus foi evasivo. "Trabalhou comigo durante alguns anos e sei o valor dele. É um grande jogador e como treinador do Benfica gosto de grandes jogadores, mas temos vários jogadores nessa posição que me dão a segurança necessária, mas não tenho problema em dizer que William é um excelente jogador."

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