João Mário: "Foi duro ficar de fora da final da Liga das Nações"

Jogador deixou o Inter no verão para se juntar ao Lokomotiv e poder jogar mais. Portugal joga com o Luxemburgo na sexta-feira, em Alvalade.

João Mário jogava pouco no Inter, falhou a Ligas das Nações - que Portugal conquistou - e percebeu que tinha de dar "um novo rumo à sua carreira" se quisesse voltar à seleção. O médio aceitou então mudar-se para o Lokomotiv Moscovo no verão para ter mais oportunidades de jogar e garantir o regresso ao grupo nacional de Fernando Santos para a dupla jornada de apuramento para o Euro2020 frente ao Luxemburgo e à Ucrânia.

"Para mim, estar na Seleção é sempre uma alegria. Foi para isso que mudei de clube, para poder ser opção. Só jogando é que posso estar cá. Estar na seleção é sempre uma oportunidade nova, estou muito feliz por estar cá. Para quem está habituado a vir à seleção, foi duro ficar de fora da final da Liga das Nações. Fiquei triste, mas tenho de ser honesto e consigo entender que num meio-campo com tantas opções, com tanta qualidade, é muito difícil. Depois da final da Liga das Nações pensei nisso mesmo, que tinha de dar um rumo diferente à minha carreira. Agora estou a jogar e fico contente por ser opção para o selecionador e isso é o mais importante", afirmou o médio esta manhã antes do primeiro treino da seleção, lembrando que apesar do regresso a concorrêcia é muito: "Temos qualidade não só para o meio-campo, mas também noutras posições. Grandes jogadores ficaram de fora..."

Apesar da ausência - não era chamado desde março - há coisas que não mudaram. "Temos um grupo muito compacto, que se conhece muito bem. O grupo é praticamente o mesmo [de quando esteve a última vez], só o Ruben Semedo é que vem e mesmo ele já o conheço bastante bem do Sporting. O ambiente na seleção é muito saudável, é ótimo."

João Mário alertou ainda para o valor do adversário. "Não podemos desvalorizar o Luxemburgo, temos visto os resultados que têm feito. Têm o mesmo treinador há nove anos, isso não é por acaso. Temos soluções para os vencer, mas teremos de dar tudo para vencê-los. É um adversário muito duro", disse o ex-Sporting esperando corresponder ao entusiasmo de um "estádio lotado".

O jogo é em Alvalade (sexta-feira,19.45), uma casa que bem conhece: "Só joguei uma vez em Alvalade pela seleção, num amigável frente à França. É sempre muito especial para mim. Fico muito feliz por a seleção voltar a jogar em Alvalade, um estádio onde fui muito feliz e onde me sinto em casa. Espero que Alvalade possa trazer sorte a Portugal e que possamos vencer o jogo."

O jogador formado no Sporting, que tem 43 jogos e dois golos pela seleção nacional, saiu ainda em defesa de Bernardo Silva, que foi acusado em Inglaterra de racismo, devido a um post publicado nas redes sociais sobre o colega de equipa, Mendy. "Acusar alguém como ele de algo tão grave, isso não tem lógica nenhuma. Ele também é forte e não deixa que isso o afete", referiu.

Segundo ele "é muito importante conquistar os três pontos", já que "o objetivo é ficar em primeiro no grupo". Nesta altura Portugal segue no segundo posto, com oito pontos, atrás da Ucrânia, que lidera, com 13 (e mais um jogo disputado), e à frente da Sérvia, que tem sete e também mais um jogo disputado.

Os campeões europeus deslocam-se depois a Kiev no dia 14, para defrontar a Ucrânia, que lidera o Grupo B.

Exclusivos

Premium

Vida e Futuro

Formar médicos no privado? Nem a Católica passa no exame

Abertura de um novo curso de Medicina numa instituição superior privada volta a ser chumbada, mantendo o ensino restrito a sete universidades públicas que neste ano abriram 1441 vagas. O país está a formar médicos suficientes ou o número tem de aumentar? Ordem diz que não há falta de médicos, governo sustenta que "há necessidade de formação de um maior número" de profissionais.