João Almeida é líder do Giro pelo quinto dia. "Já estou a habituar-me"

O ciclista português cortou a meta em 16.º lugar na 7.ª etapa, mas mantém a camisola rosa.

O francês Arnaud Démare (Groupama-FDJ) venceu esta sexta-feira a sua terceira etapa em sete possíveis, na 103.ª edição da Volta a Itália em bicicleta, que continua a ser liderada pelo português João Almeida (Deceuninck-Quick Step), pelo quinto dia consecutivo.

O ciclista das Caldas da Rainha disse esta sexta-feira que esta sétima tirada do Giro foi "perfeita" por parte da sua equipa, que evitou maiores problemas, relacionados com o vento e a queda a 45 quilómetros da meta.

"Foi uma boa etapa, muito rápida, com muito vento. Tenho uma boa equipa e tudo coreu bem. A chave era estar sempre na frente, podia haver um abanico [corte no pelotão, motivado pelo vento] a qualquer altura. Tenho a equipa perfeita para essa proteção", contou aos jornalistas o líder da geral.

Após a sétima etapa, ganha na chegada a Brindisi pelo francês Arnaud Démare (Groupama-FDJ), ao sprint, Almeida segue na liderança, após um dia em que os abanicos causados pelo vento ameaçaram alguns dos candidatos à vitória final, com o atleta, de 22 anos, a elogiar a "etapa perfeita" que a equipa conseguiu.

Num dia "nervoso e muito rápido", o único abanico significativo aconteceu na primeira metade da tirada, com alguns dos candidatos a ficarem para trás, antes de conseguirem reentrar. "Foi pena que uma ou duas equipas não tenham ajudado [na frente do pelotão], porque o corte podia ter-se mantido até final", lamentou o jovem ciclista luso.

Questionado sobre se já se afeiçoou à camisola rosa, símbolo da liderança naquela que é a sua estreia em grandes Voltas e no pelotão do WorldTour, o corredor das Caldas da Rainha admitiu que "não devia", mas que isso já aconteceu. "Estou a habituar-me. Não devia, mas estou habituado a levá-la todos os dias. Vou desfrutar até ao fim. Posso ter um mau dia, posso ter um bom dia, vamos a ver", atirou.

Almeida lidera a prova desde segunda-feira, na chegada ao Monte Etna, e no sábado corre a oitava etapa, que liga Giovinazzo a Vieste, ao longo de 200 quilómetros, com duas contagens de montanha, uma de segunda e outra de quarta categoria, e um final em circuito.

Na tirada desta sexta-feira, Arnaud Démare, que já tinha vencido a quarta e sexta tiradas, ergueu os braços pelo segundo dia seguido, após 143 quilómetros, entre Matera e Brindisi, cumpridos em 2:47.28 horas, à frente do eslovaco Peter Sagan (BORA-hansgrohe), segundo classificado, e do australiano Michael Matthews (Sunweb), terceiro.

João Almeida cortou a meta no 16.º posto, seguindo mais um dia na liderança da geral e, por inerência, na frente da classificação da juventude, enquanto Ruben Guerreiro (Education First) cortou a meta em 104.º e subiu à 40.ª posição da geral.

No sábado, a oitava etapa liga Giovinazzo a Vieste, ao longo de 200 quilómetros, com duas contagens de montanha, uma de segunda e outra de quarta categoria, e um final em circuito, no que pode ser nova oportunidade para os sprinters, mas também onde os caçadores de etapas podem procurar isolar-se.

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