Tragédia de Hillsborough. 30 anos depois começa julgamento de polícia responsável pela segurança

Faz em abril 30 anos que 96 pessoas morreram no estádio de Hillsborough, muitas delas esmagadas. Começa esta segunda-feira o julgamento do polícia responsável pela operação de segurança no recinto e do secretário do Sheffield Wednesday.

Quase 30 anos após a morte de 96 pessoas em Sheffield (Inglaterra) antes do jogo entre o Liverpool e o Nottingham Forest, para as meias-finais da Taça de Inglaterra, começa esta segunda-feira o julgamento do oficial da polícia que liderava a operação de segurança no estádio de Hillsborough nesse dia: David Duckenfield, acusado de homicídio por negligência grosseiro.

Duckenfield tinha sido promovido ao posto de superintendente-chefe quando assumiu o comando das operações de segurança para aquele jogo disputado a 15 de abril de 1989. Agora, é acusado de ter falhado no dever de cuidar da segurança dos espetadores, principalmente dos adeptos do Liverpool que foram colocados numa zona do estádio que estava superlotada.

Nesse dia tentaram entrar no recinto 54 mil pessoas, 24 mil deles adeptos do Liverpool que como não tinham lugar no espaço que lhes tinha sido atribuído e começaram a empurrar-se até que a vedação cedeu com pessoas a serem esmagadas. As investigações que se sucederam apontaram ainda o mau estado de conservação do estádio e o não cumprimento das normas mínimas de segurança como causas da tragédia que além das 96 mortes provocou 766 feridos.

De acordo com o diário inglês The Guardian Graham Mackrell, o secretário do Sheffield Wednesday e o oficial de segurança do clube na altura também vai ser julgado com a acusação de não ter cumprido as suas funções no que diz respeito à segurança relacionada com a utilização de torniquetes para controlar a entradas de adeptos, o que foi uma violação do certificado de segurança do clube prevista na Lei de Segurança do Desporto de 1975. Também responde pela falta de planos de contingência para lidar com grandes concentrações de pessoas.

O julgamento deverá durar quatro meses terminando em maio o que fará com que ainda existam sessões a 15 de abril quando se assinalará o 30.º aniversário da tragédia. As acusações a Duckenfield e Mackrell foram conhecidas em junho de 2017 e basearam-se na investigação efetuada por um painel independente que foi nomeado em 2009, no 20.º aniversário da tragédia.

Nas audiências prévias ao julgamento os dois acusados disseram estar inocentes. A pena máxima por homicídio doloso por negligência grosseira, se Duckenfield for condenada, é prisão perpétua. Mackrell enfrenta uma condenação a dois anos de prisão e uma multa com valor a estabelecer em tribunal.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

Premium

arménios na síria

Escapar à Síria para voltar à Arménia de onde os avós fugiram

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.