Torreense em apuros. Clube quebra acordo com SAD gerida por chineses

Cube de Torres Vedras tomou a decisão "devido ao incumprimento reiterado por parte da SAD das obrigações acordadas". Futebol profissional tem futuro incerto.

O Torreense, que atua na Série C do Campeonato de Portugal, decidiu denunciar o protocolo celebrado no verão passado com os chineses para a compra da SAD do clube liderada pelo chinês Qi Chen. O histórico emblema da zona de Torres Vedras, que já teve seis participações na primeira divisão nacional, queixa-se do "reiterado incumprimento" do acordo com os chineses, pedindo assim que "abandonem" as instalações cedidas a "partir de julho" deste ano. Ou seja, no final da presente temporada. Mas não sem antes tentar chegar a um acordo, segundo disse ao DN o presidente do cube Mário Miranda remetendo depois para o comunicado.

"Aguardamos a resposta da SAD à missiva enviada na esperança de encontrar a melhor solução para a resolução do diferendo atualmente existente. O Sport Clube União Torreense tudo fará para promover o diálogo necessário com a SAD sem, no entanto, abdicar da defesa intransigente dos interesses do clube, da sua identidade e da sua história", pode ler-se no comunicado, onde se informa os sócios do sucedido.

A parceria começou em 2015 quando o empresário chinês Qi Chen, presidente do clube chinês Oriental Dragon FC, comprou 70% da SAD, antes de ser assinado um protocolo entre clube e Sociedade Anónima Desportiva em agosto de 2018. Acordo esse que seria válido até agosto de 2021 e foi agora denunciado pelo clube liderado por Mário Miranda.

ODN contatou o presidente da SAD, mas ainda não obteve resposta. Para já fica a incógnita quanto ao futuro do emblema de Torres Vedras e do futebol profissional. Poderá a Torreense SAD sair de Portugal e jogar na China por exemplo?

As semelhanças com o caso do Belenenses são indesmentíveis. Com a rutura do acordo entre clube do Restelo e SAD, o emblema azul, que já foi campeão nacional, inscreveu-se nos distritais (subiu este domingo de divisão) e retirou todo o apoio à equipa principal a jogar na I Liga, que deixou de jogar no Restelo e de usar o emblema da Cruz de Cristo.

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