Muito mais do que 100 milhões: as verbas da possível mudança de CR7

Contas englobam transferência, salários, comissões e impostos. Juventus precisa de mais de 350 milhões de euros

A possível mudança de Cristiano Ronaldo para a Juventus obriga o clube de Turim a um esforço financeiro sem precedentes na história do clube. E não se trata apenas dos 100 milhões de euros que têm sido noticiados como o valor a oferecer ao Real Madrid pela transferência.

A partir desse valor base, há vários milhões ainda a somar. Desde logo, o IVA da transferência - 21%, à taxa em vigor em Espanha, o que levaria a transação para 121 milhões de euros.

A parte mais significativa diz respeito aos salários. Para Cristiano Ronaldo poder auferir os 30 milhões de euros limpos anunciados ao longo de quatro anos, a Juventus terá de despender 57 milhões de euros brutos por cada ano. Ou seja, 228 milhões de euros até 2022.

Nesta altura, o teto salarial no plantel do heptacampeão italiano está ajustado pelos vencimentos dos argentinos Dybala e Higuain (cerca de 7,5 milhões de euros líquidos anuais).

Além disso, há as comissões da transferência. Se Jorge Mendes cobrar 15%, considerado um valor médio nas comissões dos empresários, isso representa mais 18,5 milhões de euros.

Tudo somado (121 + 228 + 18,5), a Juventus precisará de 367,5 milhões de euros para viabilizar a contratação de Ronaldo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.