Lionn denuncia corrupção: "Tentou comprar-me antes do jogo com o Benfica"

Ex-jogador do Rio Ave acusou em tribunal o empresário César Boaventura de o ter tentado subornar a ele e mais dois jogadores vilacondenses antes de um jogo com o Benfica em 2015/16

Lionn, ex.jogador do Rio Ave, que atualmente representa o Desp. Chaves, acusou em declarações feitas no Tribunal de Esposende, o empresário César Boaventura de nas vésperas do jogo entre o Rio Ave e o Benfica, da época 2015/16, o ter tentado subornar. "César Boaventura tentou comprar-me antes do jogo contra o Benfica. A mim, ao Cássio e ao Marcelo", afirmou o jogador, referindo os nomes dos ex-companheiros de equipa.

As declarações, a que o jornal O Jogo teve acesso, foram proferidas no Tribunal de Esposende, na sequência de uma queixa apresentada pelo guarda-redes Cássio, quando o empresário sugeriu que o então jogador do Rio Ave tinha facilitado num jogo com o FC Porto, que os vilacondenses perderam por 5-0.

"O César Boaventura veio no Facebook e depois saiu nos jornais falando que o Cássio estava comprado. A gente viu e se revoltou, porque quando vemos uma coisa dessa de um colega e companheiro com quem estamos 24 horas, como se fosse da família e vendo essa notícia correndo e dissemos que se o Cássio precisasse de nós, que o ajudaríamos. Porque isso não é coisa que se faça com um pai de família e um jogador honesto. Conheço o Cássio e ele não é de se vender para nenhum clube", disse ainda Lionn em tribunal, segundo o jornal O Jogo.

Lionn, que estava lesionado, não participou nesse jogo com o Benfica. Mas é testemunha num processo que a Polícia Judiciária está a investigar acerca do alegado envolvimento de jogadores do Rio Ave num esquema de apostas. Em declarações feitas ao Expresso, César Boaventura negou as acusações do jogador brasileiro: "Vou mover um processo contra esse jogador, porque isto é totalmente falso. Ele vai ter de provar em tribunal o que disse", atirou.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.