Justin Gallegos é o primeiro atleta com paralisia cerebral a assinar pela Nike

Em abril, Justin Gallegos completou a sua primeira meia maratona em 2:03:49 e sonha quebrar a marca de duas horas em meia maratona.

Justin Gallegos, jovem atleta, membro da equipa de atletismo da Universidade de Oregon, assinou um contrato com a Nike. Até aqui tudo bem. A grande novidade é que Gallegos nasceu com paralisia cerebral, tornando-se assim no primeiro atleta com esta doença a receber um contrato da empresa multinacional de equipamentos desportivos.

"Este foi provavelmente o momento mais emocionante nos meus sete anos de corrida. Ao crescer com uma deficiência, o pensamento de me tornar um atleta profissional é como o de pensar em escalar o Monte Evereste. É possível, mas as probabilidades não estão definitivamente a teu favor. Trabalho árduo recompensa", escreveu o atleta na legenda da fotografia, em que parece assinar um contrato, que publicou no Instagram.

A 6 de outubro, a nike assinalou o dia mundial da paralisia cerebral com um vídeo do momento em que Justin recebeu a notícia por parte de John Douglass, funcionário da marca, e explodiu de alegria. "Passei por muito para chegar até aqui! Já fui um miúdo com cintas nas pernas que mal conseguia andar! Agora acabei de assinar um contrato com a Nike Running!", contou o atleta que um dia quer bater o recorde do mundo da maratona e mostrar que a deficiência não impõe limites.

De acordo com a revista Running Magazine, Gallegos usava um andador quando era criança, depois começou a fazer fisioterapia para andar melhor e acabou a correr. A sua história de vida chamou a atenção da Nike, a quem ajudou a a desenvolver um ténis para corredores com deficiências - o FlyEase - com fecho no calcanhar para facilitar a entrada e saída do pé.

Agora ganhou um contrato profissional com a marca desportiva

Em abril, Justin Gallegos completou a sua primeira meia maratona em 2:03:49 e sonha quebrar a marca de duas horas em meia maratona.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

O Brasil e as fontes do mal

O populismo de direita está em ascensão, na Europa, na Ásia e nas Américas, podendo agora vencer a presidência do Brasil. Como se explica esta tendência preocupante? A resposta pode estar na procura de padrões comuns, exercício que infelizmente ganha profundidade com o crescente número de países envolvidos. A conclusão é que os pontos comuns não se encontram na aversão à globalização, à imigração ou à corrupção política, mas sim numa nova era de campanhas eleitorais que os políticos democráticos não estão a conseguir acompanhar, ao contrário de interesses políticos e económicos de tendências não democráticas. A solução não é fácil, mas tudo é mais difícil se não forem identificadas as verdadeiras fontes. É isso que devemos procurar fazer.

Premium

João Almeida Moreira

1964, 1989, 2018

A onda desmesurada que varreu o Brasil não foi apenas obra de um militar. Não foi, aliás, apenas obra dos militares. Os setores mais conservadores da Igreja, e os seus fiéis fanáticos, apoiaram. Os empresários mais radicais do mercado, que lutam para que as riquezas do país continuem restritas à oligarquia de sempre, juntaram-se. Parte do universo mediático pactuou, uns por ação, outros por omissão. Os ventos norte-americanos, como de costume, influenciaram. E, por fim, o anticomunismo primário, associado a boas doses de ignorância, embrulhou tudo.

Premium

Rosália Amorim

OE 2019 e "o último orçamento que acabei de apresentar"

"Menos défice, mais poupança, menos dívida", foi assim que Mário Centeno, ministro das Finanças, anunciou o Orçamento do Estado para 2019. Em jeito de slogan, destacou os temas que mais votos poderão dar ao governo nas eleições legislativas, que vão decorrer no próximo ano. Não é todos os anos que uma conferência de imprensa no Ministério das Finanças, por ocasião do orçamento da nação, começa logo pelos temas do emprego ou dos incentivos ao regresso dos emigrantes. São assuntos que mexem com as vidas das famílias e são temas em que o executivo tem cartas para deitar na mesa.