Jovane Cabral, a nova pérola cabo-verdiana que encanta o Sporting

Jogador de 19 anos brilha no Sporting. Em quatro jornadas sofreu um penálti que ajudou ao triunfo em Moreira de Cónegos, serviu Nani para um golo diante do Vit. Setúbal e agora, frente ao Feirense marcou o golo da vitória (1-0).

Jovane Cabral nasceu em Assomada, Santiago, Cabo Verde a 14 junho de 1998. O que faz dele a nova pérola de Cavo Verde brilhar no Sporting, depois de Nani e Gelson Martins. O jovem extremo de 19 anos tem brilhado ao serviço dos leões neste início de campeonato e deslumbrado os adeptos com bons pormenores técnicos e uma maturidade de jogo acima da média. Em quatro jornadas sofreu um penálti que ajudou ao triunfo em Moreira de Cónegos, serviu Nani para um dos golos do compatriota diante do Vit. Setúbal e, agora, frente ao Feirense (1-0) marcou o golo da vitória leonina.

Quando chegou a Portugal esteve um ano sem jogar, sendo depois integrado na chamada "geração de 99" , a mesma de Luís Maximiano (guarda-redes), Miguel Luís (médio ofensivo), depois Thierry Correia (lateral direito) e Elves Baldé (extremo), que também já foram promovidos por José Peseiro.

"Apesar de ser de 1998, já estava integrado ao tempo na academia sem poder competir, até que na fase final da época foi inscrito e acabou por ser um elemento fundamental na conquista do título de campeão naquele que foi o seu primeiro dérbi com o Benfica", contou ao DN Pedro Gonçalves que o treinou em 2015-16 nos juvenis no Sporting.

O extremo foi o primeiro da chamada geração 99 a ser chamado por Peseiro e aproveitou a oportunidade que teve na pré-temporada para mostrar todo o seu talento. Na verdade ele já tinha sido chamado aos treinos da equipa principal por Jorge Jesus, mas, desta vez ficou no plantel principal.

E foi logo convocado para a estreia na Liga 2018-19, frente ao Moreirense (3-1). Além de mandar Matheus Pereira para a bancada arranjou um berbicacho tal a Peseiro que promete dar que falar também ao nível de seleções (foi chamado por Cabo Verde, mas ele quer a seleção portuguesa).

Frente ao Moreirense Jovane começou o jogo como suplente e saltou do banco, numa altura em que os leões estavam empatados (1-1). Entrou aos 69 minutos, para o lugar de Acuña, e nem um minuto depois arrancou pela área do Moreirense fora e sofreu a falta que permitiria a Bas Dost, na marcação da respetiva grande penalidade, fazer o 2-1 e catapultar o Sporting para o triunfo final. Uma entrada em grande do luso-cabo-verdiano.

Uma semana depois entrou e assistiu Nani para o golo do triunfo diante do Vitória de Setúbal.

Este sábado, voltou a ser titular e acabou por ser o autor do golo da vitória, frente ao Feirense, aos 88 minutos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

robótica

Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...

Premium

João César das Neves

Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."