Holanda vence Inglaterra e defronta Portugal na final

Selecionador inglês poupou de início os sete jogadores que estiveram presentes na final da Champions e acabou eliminado, num jogo que só foi decidido no prolongamento, com os dois golos dos holandeses a surgirem de dois erros incríveis dos defesas britânicos.

A Holanda venceu esta quinta-feira a Inglaterra em Guimarães, por 3-1, após prolongamento, e vai ser o adversário de Portugal na final de domingo da Liga das Nações, marcada para as 19.45 no Estádio do Dragão. A seleção laranja foi superior, num jogo em que o selecionador inglês resolveu poupar os sete jogadores que estiveram presentes na final da Champions e no qual os seus jogadores cometeram dois erros defensivos que resultaram em dois golos dos holandeses no prolongamento. Na final há um dado estatístico que joga a favor da seleção nacional - em fases finais de grandes provas, Portugal venceu sempre (Euro2012, Alemanha2016 e Euro2004) os holandeses.

O jogo tinha logo à partida uma curiosidade, pois entre as duas equipas estavam nove jogadores que participaram na final da Liga dos Campeões no último fim de semana - sete na seleção inglesa e dois na holandesa. Gareth Southgate, contudo, poupou os sete jogadores de início - Harry Kane, Danny Rose, Dier, Henderson, Dele Alli, Alexander-Arnold, Joe Gomez. Já Ronald Koeman colocou no onze Van Dijk e Wijnaldum, que venceram a Champions pelo Liverpool.

A Inglaterra ressentiu-se disso na primeira parte, da falta de alguns habituais titulares, perante uma Holanda com mais posse de bola, a ganhar quase todos os duelos no meio-campo e a jogar um futebol direto. Apesar do domínio, contudo, a equipa de Koeman sentia dificuldades em furar o muro inglês. As exceções foram dois lances de Depay, que aos 13' em boa posição para rematar à baliza deixou-se antecipar por um defesa inglês, e aos 21' permitiu uma defesa fácil de Pickford.

A Inglaterra, que pouco tinha feito até aí, colocou-se em vantagem aos 32', através de uma grande penalidade convertida por Rashford, a castigar uma falta de De Ligt cometida sobre o avançado do Manchester United, que com este golo aumentou a sua contabilidade na Liga das Nações para três golos.

Num lance de contra-ataque, aos 38', os ingleses quase marcaram o segundo golo, valendo o corte providencial de Dumfries quando Rashford se preparava para bater Cillessen pela segunda vez. Aos poucos, os ingleses foram equilibrando o jogo e foram para o intervalo em vantagem no marcador, com Delph ainda a testar os reflexos de Cillessen num remate de longe e a Holanda a ter uma boa oportunidade por De Ligt mesmo em cima dos 45', com um cabeceamento ao lado.

Na segunda parte, Southgate lançou Harry Kane para o lugar de Rashford, lesionado. A Inglaterra entrou melhor, a jogar com rápidas transições para o ataque. E aos 54' esteve muito perto do segundo golo, num cabeceamento de Sancho que Cillessen defendeu. No lance imediatamente a seguir, uma perda de bola de Walker permitiu a Depay um forte remate de longe que Pickford travou.

Aos poucos, a Holanda voltou a ter o domínio do jogo. Mas os jogadores de Ronald Koeman continuaram a sentir muitas dificuldades em furar o muro inglês, uma defesa compacta e um meio campo a atuar em bloco baixo a conceder poucos espaços, sempre a pressionarem o jogador holandês com a bola. Aos 68', dupla substituição na Holanda, com Babel e De Roon a darem os lugares a Van de Beek e Promes. Era a estratégia de Koeman para conseguir romper a defesa inglesa.

Aos 73', na sequência de um pontapé de canto, De Ligt redimiu-se do lance em que cometeu grande penalidade sobre Rashford e fez o empate de cabeça na sequência de um pontapé de canto. Um golo que trouxe alguma justiça ao resultado, que podia ter sido dilatado aos 78', mas Van de Beek atirou por cima.

Aos 83', Lingard marcou para a Inglaterra, mas o golo foi anulado pelo VAR por fora de jogo. E logo a seguir a Holanda ficou a pedir penálti, mas consultado novamente o VAR, não houve infração de Chilwell na área. E o jogo foi para prolongamento (1-1), porque o holandês Depay atirou ao ao lado quando tinha tudo para marcar já na compensação.

No prolongamento, a Holanda adiantou-se no marcador aos 97'. O lance começou numa perda de bola infantil de Stones, Depay rematou para grande defesa de Pickford e depois Walker introduziu a bola na própria baliza pressionado por Promes. Logo a seguir, Depay podia ter feito o terceiro dos holandeses, mas o guarda-redes inglês defendeu por instinto. E como não há duas sem três, um novo erro da defesa inglesa permitiu a Promes fazer o terceiro e matar de vez o jogo aos 114'.

A equipa de Ronald Koeman vê nesta competição uma oportunidade para limpar a imagem, já que falhou os dois últimos apuramentos para grandes competições - Europeu2016 e Mundial2018. Mas para isso terá de vencer Portugal, que ainda ostenta o título de campeão europeu conquistado em França em 2016.

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