Grande golo de Zé Luís e mais acerto nos penáltis colocam FC Porto na final da Copa Ibérica

O jogo com o Bétis terminou igualado a um golo, mas os dragões apuraram-se para a final do torneio no desempate por penáltis. Zé Luís marcou um bom golo e o reforço Diáz deixou boas indicações nos 30 minutos que jogou.

O FC Porto continua sem perder nesta temporada e esta sexta-feira bateu os espanhóis do Bétis no desempate por grandes penalidades (5-4), depois da igualdade a um golo registada no final dos 90 minutos. Os dragões estão assim na final da Copa Ibérica, que se realiza no Algarve, e defrontam já este domingo o vencedor do jogo entre o Portimonense e o Getafe. Num partida em que Conceição utilizou uma equipa em cada parte, o destaque foi o grande golo do reforço Zé Luís, ainda na primeira parte.

Sérgio Conceição apresentou um onze com oito alterações relativamente à equipa que tinha atuado e ganho ao Fulham, na quarta-feira. Os reforços Nakajima e Zé Luís foram titulares e os jovens Tomás Esteves, Diogo Leite, Romário Baró e Fábio Silva (no dia do 17.º aniversário) começaram a partida de início. Do lado do Bétis, jogaram três caras conhecidas do futebol português: Sidney (ex-Benfica), William Carvalho (ex-Sporting) e Cristian Tello (ex-FC porto).

O FC Porto sofreu o primeiro golo desta temporada (Águeda, 6-0, Varzim, 4-0 e Penafiel, 1-0 à porta fechada; Fulham, 1-0, à porta aberta) aos 13 minutos, num lance em que Cristian Tello ganhou em velocidade a Manafá e cruzou para a área onde apareceu Juanmi, sem oposição, a cabecear para o fundo das redes de Vaná. O guardião portista ainda evitou o segundo golo dos espanhóis aos 21', com uma grande intervenção a remate de Emerson.

No FC Porto via-se sobretudo vontade dos miúdos em mostrarem serviço ao treinador, sobretudo Romário Baró e Fábio Silva, com alguns lances vistosos nas transições para o ataque - o jovem atacante ainda rematou à baliza, aos 37', mas permitiu a defesa de Robles. A experiência dos jogadores do Bétis, porém, foi travando os lances de maior perigo.

Aos 31', os dragões chegaram ao empate. Um grande golo do reforço cabo-verdiano Zé Luís (mostrou bons pormenores), contratado ao Spartak de Moscovo, que à entrada da área trabalhou bem a bola, levantou a cabeça e rematou em jeito sem hipóteses para Robles. Três minutos depois, Nakajima, outro reforço, para esta época, esteve muito perto do segundo, mas o remate bateu no poste.

Na segunda parte, logo de início, Conceição mudou 10 jogadores (Danilo já tinha entrado no primeiro tempo) com as entradas de Diogo Costa, Alex Telles, Bruno Costa, Osorio, Marcano, Saravia, Luiz Díaz, Soares, Corona e Otávio. Com mais artilharia pesada e menos juventude, os dragões tiveram mais domínio, perante um Bétis que foi obrigado a recuar. Aos 61', Otávio atirou à figura de Robles, mas quatro minutos Tello testou os reflexos do guardião Diogo Costa, que aos 68' voltou a travar um remate de Calderón.

Em pouco mais de dez minutos, entre os 61' e os 72', o FC Porto dispôs de três grandes ocasiões para marcar, duas delas pelo reforço colombiano Luis Diáz, jogador que se mostrou sempre muito ativo, como que a querer mostrar que tem lugar na equipa titular. Primeiro trabalhou bem à entrada da área, mas rematou em jeito ao lado. E na segunda tentativa arranjou espaço para rematar, permitindo a Robles uma grande defesa. O terceiro lance foi da autoria de Soares, num disparo de longe defendido pelo guarda-redes espanhol.

O jogo terminou igualado a um golo e foi necessário recorrer ao desempate por grandes penalidades para encontrar a equipa que neste domingo vai disputar a final da Copa Ibérica frente ao vencedor do jogo entre o Portimonense e o Getafe. E aqui o FC Porto foi mais forte, vencendo por 5-4 - Diogo Costa defendeu o castigo máximo de Bartra.

O FC Porto alinhou de início com: Vaná; Tomás Esteves, Pepe, Diogo Leite e Manafá; Romário Baró, Loum, Sérgio Oliveira e Nakajima; Zé Luís e Fábio Silva.

Jogaram ainda: Danilo, Diogo Costa, Alex telles, Osorio, Marcano, Saravia, Luiz Diás, Soares, Corona, Aboubakar, Galeno.

Golos: 1-0, Juanmi, 13 minutos; 1-1 Zé Luís, 31 minutos.

Cartões: Soares, 88 minutos.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.