Football Leaks está de volta e com recado à PJ: "Apanhem-me se puderem"

O portal que revelou vários contratos ligados a clubes de futebol voltou a publicar uma mensagem cinco meses depois, curiosamente na semana em que foi noticiada a identidade do suspeito de roubar os emails do Benfica

Depois de cinco meses de inatividade, a página de Facebook do Football Leaks voltou a colocar uma mensagem, neste caso uma provocação à Polícia Judiciária, numa altura em que a revista Sábado revelou o nome do principal suspeito de ter roubado os emails do Benfica, que estará também associado ao portal que revelou vários contratos e documentos secretos de Benfica, FC Porto, Sporting e do fundo Doyen Sports.

A mensagem deixada no Facebook é esclarecedora. "@PJ looking for me? LOL #catchmeifyoucan (PJ à minha procura? Apanhem-me se puderem)"

O principal suspeito de ter entrado nos servidores informáticos do Benfica e alegadamente roubado emails é um jovem com menos de 30 anos, segundo revela a edição desta quinta-feira da revista Sábado.

Segundo aquela publicação, as autoridades acreditam que um português de nome Rui Pinto, que está em Budapeste, na Hungria, será o responsável. O jovem é considerado um "génio dos computadores", que já terá desviado "270 mil euros das ilhas Caimão".

Este alegado pirata informático terá ainda criado o Football Leaks, onde revelou informações do fundo de jogadores Doyen Sports, FC Porto, Sporting e Benfica. Segundo a Sábado, "está a ser investigado em Portugal e Espanha".

Ler mais

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.