E vão três. Mais uma nota dez para Katelyn Ohashi

Ginasta americana conseguiu um dez no solo nos Aurora Games na quarta-feira à noite.

E vão três. Depois de deslumbrar o mundo com duas notas perfeitas (10) como amadora, Katelyn Ohashi voltou a arrancar um 10 aos juízes, desta vez nos Aurora Games, que opõe a equipa América à equipa do resto do Mundo . A equipa da ginasta, a América, precisava de um 9.9 para ganhar a competição e ela não fez por menos e conseguiu uma série perfeita na sua estreia como profissional.

Katelyn anda pelos ginásios desde os três anos de idade. Começou a praticar a modalidade na sua cidade-natal, Seattle, mas o talento foi-se manifestando e ela teve a necessidade de se mudar para ser uma ginasta de elite. Aos nove anos mudou-se com a mãe e o mais novo de três irmãos para o Missouri para frequentar um local conhecido por produzir campeões, o Great American Gymnastics Experience (GAGE).

Aos 12 anos e depois de ter terminado em décimo lugar nos primeiros campeonatos nacionais de elite em que participou, mudou-se para o Texas para potenciar o talento na World Olympic Gymnastics Academy (WOGA), onde também se desenvolveram vários ginastas campeões olímpicos como Madison Kocian, Nastia Liukin e Carly Patterson.

Rapidamente se tornou uma esperança olímpica, vencendo competições em todo o mundo e recebendo o rótulo de prodígio. Falhou os Jogos Olímpicos de 2012 por não ter a idade mínima exigida, o que significava que teria de esperar mais quatro anos (quando tivesse 19 de idade) para ter a primeira oportunidade. Depois surgiram os problemas. Em 2015 viu uma lesão roubar-lhe a oportunidade de competir nos Jogos do Rio2016. Teve de ser operada - "fui comparada a um pássaro que não podia voar"-, e decidiu abandonar a competição de elite e juntar-se à equipa da Universidade da Califórnia, as UCLA Bruins. Foi na competição universitária que recuperou a alegria que sentia enquanto criança e desde então mostrou-se ao mundo com três notas dez.

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