Bruno Lage: "É pensar jogo a jogo e reconquistar os adeptos"

Treinador interino dos encarnados disse ainda que os últimos 20 minutos dos encarnados "são para rever". Do lado do Santa Clara, João Henriques afirmou que o resultado é "justo", mas "a expulsão ditou o que aconteceu depois"

Bruno Lage afirmou após a vitória do Benfica nos Açores, por 2-0, frente ao Santa Clara, que a sua situação na equipa "não é importante", preferindo destacar o "que os jogadores estão a fazer" para reconquistar os adeptos. Sobre o encontro, frisou que "os últimos 20 minutos são para rever".

"É importante sentir que fizemos um bom jogo e ter o sentimento de reconquista para reconquistar este público que, se nos apoiar, vamos continuar a evoluir. Desta vez não demos os primeiros 20 minutos, demos os últimos, mas tivemos várias ocasiões na primeira e na segunda parte", afirmou o treinador interino do Benfica, acrescentando que a equipa devia ter conseguido manter mais a bola e não "permitir transições ao adversário".

"Tivemos controlo em todas as ações e as transições defensivas foram muito fortes e permitiram que estivéssemos sempre por cima. Mas os últimos 20 minutos são para rever", frisou.

Acerca do seu futuro no comando das águias, Bruno Lage disse não ser "importante". "O importante é o que os jogadores estão a fazer e que futebol querem apresentar para reconquistar os adeptos. Depois, é jogo a jogo", finalizou.

Do lado do Santa Clara, o técnico João Henriques afirmou que "o jogo terminou aos 40 minutos com a expulsão" de Fábio Cardoso. "Até ao golo o jogo foi repartido, estávamos a ter alguma bola e a criar situações", começou por dizer.

"A expulsão fez com que ficássemos com a vida mais complicada, mas tentámos na segunda parte e fomos uma equipa com caráter. Tivemos as nossas oportunidades, mas o Benfica com mais um jogador também. O resultado é justo, mas o lance da expulsão ditou o que aconteceu depois. Mais uma vez terminámos com menos um jogador, parece que somos uma equipa de arruaceiros", disse João Henriques, que acha "discutível" o vermelho direto dado ao seu defesa.

Sobre o caminho do Santa Clara, o treinador açoriano espera que a equipa, que termina a 1.ª volta com 21 pontos, faça "idêntico ou melhor" para garantir a manutenção "o mais rapidamente possível, que é o mais importante".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.