Bruno Lage: "Não temos medo, temos é vontade de marcar golos"

O treinador do Benfica falou pela primeira vez do ataque ao autocarro da equipa e garantiu que a situação "está ultrapassada".

Bruno Lage, treinador do Benfica, abordou pela primeira vez esta terça-feira o ataque de que foi alvo o autocarro da equipa, poucas horas depois de terminado o jogo com o Tondela no Estádio da Luz. Apesar de Weigl e Zivkovic terem sido atingidos com estilhaços de vidro causados por uma pedrada, o técnico encarnado deixou a garantia de que "não há medo" de ninguém em relação ao incidente da semana passada.

"Foi uma situação que tivemos de viver, mas sinto que está ultrapassada. Não temos medo nenhum, temos é uma vontade enorme para que o jogo comece o mais rapidamente possível para marcarmos os golos que não marcámos frente com o Tondela", assumiu, antes de tentar explicar o que aconteceu: "Foi tudo tão rápido. Não sei o que dizer. Sei é que não confundo estes com os que fizeram o corredor em Vila do Conde, na época passada, e com os que nos apoiam em qualquer circunstância. Para mim, o que interessa é que o Zivkovic e o Weigl estão bem e treinaram bem."

O treinador do Benfica admitiu que o empate 0-0 no jogo que marcou o regresso após a paragem devido ao covid-19 não foi o esperado, mas recorreu à estatística para explicar aquilo que considera ser a infelicidade que a sua equipa teve: "Foi um jogo em que produzimos seis oportunidades de golo só com o guarda-redes pela frente, duas bolas nos postes, outras duas com um corte de um defesa no último momento.... Se tivéssemos marcado um golo não estaríamos agora a falar deste jogo com o Tondela."

Bruno Lage está agora à espera de "uma resposta" da equipa esta quarta-feira, às 19.15 horas, em Portimão, com o Portimonense. "Espero uma vitória e que a equipa consiga marcar golos os golos que não fez no último jogo. Temos 27 pontos para disputar e queremos seguir em frente, criar o mesmo volume ofensivo, perante um adversário muito competente desde a entrada de Paulo Sérgio, apesar de estar situação muito complicada para a permanência", acrescentou.

Questionado sobre a alegada reprimenda de Luís Filipe Vieira aos jogadores no final da partida com o Tondela, o técnico considerou que "o presidente vai ao balneário quando entender e, neste caso, foi uma conversa de pai para filhos". Ainda assim, Bruno Lage deixou a certeza que a sua equipa está no caminho que foi traçado, mas admitiu que "há sempre que pensar, analisar e tentar evoluir".

Na última jornada, nenhuma das quatro equipas da frente venceu e Bruno Lage lembra o exemplo do campeonato alemão para dizer que "o pouco tempo de preparação condiciona, o facto de não ter havido os jogos de treino após três meses sem competir e ainda não haver adeptos no estádio são pontos para ter em consideração", uma vez que, na prática, "todos estão a adaptar-se a uma nova realidade".

A finalizar, Bruno Lage disse esperar uma reação da equipa. "Estamos cientes de que temos de vencer o jogo e marcar golos e isso só se consegue com muito trabalho, muita confiança e união. E foi isso que verifiquei desde o final do jogo com o Tondela até hoje."

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