Bruno de Carvalho desabafa no Facebook: "A minha vida está irremediavelmente destruída"

Antigo presidente do Sporting publicou um longo texto na rede social a lamentar e criticar a decisão de o levarem a julgamento no âmbito do ataque à Academia de Alcochete.

Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting, reagiu esta sexta-feira com um longo texto colocado no Facebook à decisão do juiz de instrução criminal (JIC) Carlos Delca o levar a julgamento no processo do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, distrito de Setúbal, em 15 de maio de 2018. O ex-líder dos leões não se conforma com a decisão e mostrou-se muito crítico, afirmando que tem a vida "arruinada" e "irremediavelmente destruída".

"Conseguiram! A minha vida está irremediavelmente destruída. Nada nem ninguém pode resolver isso. É tarde demais. Que protejam agora pelo menos as minhas filhas e a minha restante família. Elas não aguentam mais este exercício vil de vexame, calúnia e difamação. Já se percebeu que não vão parar e que a minha destruição não chega. Têm de me colocar num calabouço qualquer e esquecer a chave, na esperança que a sociedade me esqueça e que deixem bem vincado a todos de que quem se meter com o sistema é apagado totalmente! Alguém que proteja as minhas filhas e a minha família! Eu já não consigo! Retiraram-me esse direito!", escreveu.

Para Bruno de Carvalho, "num Estado de Direito real só se leva as pessoas a tribunal quando se tem a convicção, pelas provas produzidas, que a probabilidade de condenação é muito forte". "Esta é uma permissa importantíssima para garantir os direitos dos arguidos, de todos os cidadãos e manter uma sociedade livre e democrática. Subverter este princípio basilar do direito é condenar a sociedade a um estágio de ditadura, neste caso com a conivência do Ministério Público, e de submissão dos interesses do estado aos interesses particulares denominado-se isso de estado de corrupção", queixou-se.

Leia aqui a mensagem na íntegra.

Além de Bruno de Carvalho, acusado de ser o autor moral do ataque, também vão a julgamento todos os 44 arguidos. No seu despacho, Carlos Delca escreve que considera que se mantêm os indícios que existiam tanto na fase de inquérito como na altura da acusação. Acrescenta que "tendo em conta a prova produzida, dúvidas não se suscitam quanto à existência de indícios suficientes, nos autos, da prática, pelos arguidos, dos ilícitos que lhe são imputados, que conduzirão, a uma mais provável condenação dos arguidos, do que à sua absolvição". Referindo-se a Bruno de Carvalho, o juiz relembra que este publicou posts críticos para a equipa ao mesmo tempo que descreve conversas que o antigo presidente teve com os jogadores e membros da Juve Leo.

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