África do Sul bate Gales e está pela terceira vez na final do Mundial de râguebi

Os Sprinboks vão defrontar na final do próximo sábado a Inglaterra em busca do terceiro título da sua história.

A África do Sul garantiu neste domingo a segunda vaga na final do Mundial de râguebi, ao bater o País de Gales por 19-16, numa meia-final que se confirmou muito física e com pouco 'génio' de ambas as equipas.

Os 'springboks' vão, assim, defrontar na final de sábado a Inglaterra, 'carrasca' da Nova Zelândia na outra meia-final, naquela que será uma reedição da final de 2007, em França, que a seleção do hemisfério sul venceu por 15-6.

Em Yokohama, Japão, valeu à África do Sul uma penalidade de Handre Pollard, aos 76 minutos, para fazer a diferença, num jogo que, como se esperava, foi disputado ao 'centímetro', com muito jogo ao pé e os 'chutadores' de ambos os conjuntos a conseguirem uma inusitada eficácia de 100% nos pontapés aos postes.

Ao intervalo, os 'springboks' já venciam por uma diferença de três pontos (9-6), em função de três penalidades do seu médio de abertura, contra duas de Dan Biggar, num período de jogo feio, em que ambas as seleções só conseguiram invadir a área de 22 metros do adversário em duas ocasiões e sem efeito prático.

O número 10 galês voltou a igualar o marcador (9-9) a abrir a segunda parte (46 minutos), antes do primeiro ensaio da partida, assinado pelo sul-africano Damian de Allende (57), que perfurou a defesa galesa com um 'rasgo' individual nos últimos cinco metros do terreno para colocar a sua equipa a vencer por 16-9 após a transformação de Pollard (58).

A seleção galesa reagiu de imediato e igualou com um ensaio de Josh Adams (65 minutos), convertido por Leigh Halfpenny (66), na sequência de uma formação ordenada conquistada no final de uma jogada de 20 fases, a maioria das quais nos últimos cinco metros sul-africanos.

A coragem de Alun Wyn Jones, ao escolher uma formação ordenada, em vez de uma penalidade que se limitasse a reduzir a desvantagem, foi premiada com a igualdade, mas um erro da defensiva galesa a cinco minutos do soar do gongo 'traiu' a ousadia do seu capitão e permitiu a Pollard estabelecer o resultado final.

Com apenas quatro minutos para desfazer o erro, o País de Gales 'esbarrou' na sua própria instabilidade emocional e na confiança sul-africana, que ao ver-se à beira do apuramento conseguiu gerir com mestria e sangue frio os minutos finais no meio campo do adversário.

Os sul-africanos vão tentar, no sábado, igualar os três títulos mundiais da Nova Zelândia, depois de terem erguido a taça Webb Ellis em 1995 e 2007, nas únicas duas finais que disputaram.

Por sua vez, a Inglaterra vai disputar a sua quarta final de um campeonato do mundo e procura o seu segundo troféu, 16 anos depois do título conquistado em 2003.

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