10 curiosidades históricas do superclássico River-Boca

Chegou o dia em que será definido o campeão da Libertadores. Depois de avanços, recuos e muitas polémicas, o jogo decisivo entre os dois rivais argentinos disputa-se esta noite em Madrid. Conheça mais sobre a história daquele que é considerado o maior clássico do mundo.

A segunda mão da Taça Libertadores entre o River Plate e o Boca Juniors, que vai decidir o clube campeão sul-americano, joga-se este domingo à noite (19.30, SportTV2) no Estádio Santiago Bernabéu, em Espanha, casa do Real Madrid.

A marcação do jogo para a capital espanhola aconteceu depois de o Tribunal de Disciplina da Conmebol ter recusado o recurso apresentado pelo Boca Juniors, que pretendia ver-lhe atribuído o troféu, devido ao ataque que os seus jogadores foram alvo quando o autocarro chegava ao estádio do River Plate (alguns sofreram ferimentos), no dia 24 de novembro, e que motivou o adiamento do jogo da segunda mão.

No encontro da primeira mão, disputado a 10 de novembro, no estádio La Bombonera, casa do Boca Juniors, registou-se um empate (2-2). Esse jogo também se realizou um dia depois do previsto, devido às chuvadas que inviabilizaram a utilização do relvado.

A final deste domingo foi preparada debaixo de fortes medidas de segurança e será acompanhada de perto por 4.000 polícias, dos quais 2.054 são da polícia nacional. O delegado do governo espanhol em Madrid informou na última reunião preparatória para o jogo que "pretende garantir a segurança antes, depois e durante o jogo".

A nível desportivo, o Boca tem todos os jogadores disponíveis para a partida desta noite. Cristian Pávon recuperou de uma lesão e estará certamente entre os titulares, devendo formar dupla no ataque com Ábila. No River Plate existem mais dúvidas. O avançado Nacho Scocco vai estar ausente por lesão, tal como Rafael Santos Borré, este último a cumprir castigo. A boa notícia é a recuperação do uruguaio Rodrigo Mora.

1- Quem ganhou o primeiro Boca-River da história?

Existem duas versões sobre o primeiro superclássico oficial do futebol argentino entre o Boca Juniors e o River Plate. A maioria dos historiadores defende que o primeiro jogo entre os dois rivais aconteceu a 24 de agosto de 1913 e terminou com a vitória do River por 2-1. O jogo foi disputado no estádio do Racing e os golos do triunfo dos milionários foram da autoria de Cándido García e Antonio Ámeal García. Mas também quem defenda que existiu um jogo anterior em agosto de 1908, e que essa partida foi ganha pelo Boca Juniors (2-1). O desafio terá sido disputado num campo em Dársena Sur, apesar de não existirem registos claros sobre o que se passou.

2- A maior goleada de sempre em superclássicos

O jogo entre os dois grandes rivais argentinos em que se registou a maior goleada de sempre foi disputado a 23 de dezembro de 1928, ainda o futebol era amador. O Boca Juniors, na qualidade de equipa visitante, humilhou o River e o no final o marcador mostrava um 6-0 a favor dos xeneizes, com três jogadores a bisarem - Domingo Tarasconi, Esteban Kuko e Roberto Cherro. A curiosidade em torno deste jogo está no facto de, na altura, não existirem substituições, e o River terminou o jogo com oito jogadores, pois três dos seus futebolistas lesionaram-se.

3- O dia em que Di Stéfano foi para a baliza

Di Stéfano, grande figura do Real Madrid, foi jogador e treinador das duas equipas. Mas um dos episódios mais insólitos que viveu aconteceu quando representava o River Plate, a 30 de julho de 1949. Os milionários recebiam o Boca no Estádio Monumental, quando o guarda-redes da equipa, Amadeo Carrizo, levou com uma bola no estômago e teve de deixar durante alguns minutos o relvado para ser assistido. Di Stéfano ofereceu-se para ir para a baliza e ainda esteve seis minutos entre os postes, até o guardião recuperar. Não sofreu qualquer golo e o River venceu por 1-0.

4- O jogo com mais estrangeiros em campo

A 6 de agosto de 1961, o River recebeu o Boca no seu estádio com a particularidade de 10 dos 22 jogadores que aturam de início serem de nacionalidade estrangeira. O jogo terminou empatado a dois golos... e sem golos de futebolistas argentinos. O peruano Víctor Benítez e o brasileiro Valentim deram vantagem ao Boca por duas vezes, mas o River empatou por intermédio do brasileiro Moacir e do espanhol Pepillo.

5- A tragédia da porta 12

Muitos jogos ao longo da história entre o Boca Juniors e o River Plate ficaram marcados pela violência. O último exemplo foi o ataque ao autocarro do Boca Juniors no jogo da segunda mão da Libertadores que originou toda esta confusão e a transferência do jogo para Madrid. Mas o episódio mais violento de sempre aconteceu a 23 de junho de 1969. Depois de um empate sem golos no Monumental, muitos adeptos, a grande maioria do Boca, quiseram sair do estádio, mas a porta (12) estava fechada. O triste episódio resultou na morte de 71 adeptos e causou mais de 100 feridos por esmagamento.

6- Rivais em apenas duas finais

O historial de confrontos entre Boca Juniors e River Plate é centenária, mas apesar de se terem defrontado em 247 ocasiões, apenas duas vezes mediram forças em finais. A primeira foi no campeonato de 1976 e a segunda já este ano, na decisão da Supertaça argentina. No primeiro duelo, o Boca venceu por 1-0 com um golo de Rubén Suñé, num jogo disputado em campo neutro, no estádio do Racing. O segundo duelo em finais aconteceu 42 anos depois: os milionários baterem o rival por 2-0, em Mendoza, com golos de Gonzalo Martínez e Ignacio Scocco.

7- Jogos realizados no exterior

Esta não é a primeira que os dois rivais argentinos se vão defrontar noutro país - a decisão da Libertadores está marcada para este domingo, no Santiago Bernabéu, em Madrid, Espanha. A verdade é que até hoje, as duas equipas já mediram forças por quatro vezes fora da Argentina - no Uruguai e em Miami (1955, 1984, 1978 e 2002), com um balanço de duas vitórias para cada uma das equipas.

8- O jogador com mais superclássicos disputados

Reinaldo Merlo foi o futebolista de toda a história que mais River-Boca disputou, num total de 40, ele que apenas conheceu um clube em toda a sua trajetória como jogador - o River Plate, que representou de 1969 até 1984. Merlo, que atuava como médio, disputou mais de 500 jogos com a camisola do milionários e conquistou cinco títulos. Pelo Boca Juniors, o lateral esquerdo Silvio Marzolini participou de 37 duelos. O guarda-redes Hugo Gatti foi quem mais jogou por ambos os clubes - 38 jogos com as duas camisolas.

9- O melhor marcador dos superclássicos

O jogador que mais golos marcou em jogos entre o River Plate e o Boca Juniors foi o avançado Ángel Labruna - um total de 22, entre 1939 e 1959, sempre com a camisola do River. O maior artilheiro do Boca é Martín Palermo, que marcou em 17 ocasiões, incluindo amigáveis. Contando apenas jogos oficiais, os melhores marcadores são Labruna (16 golos) e o brasileiro Paulo Valentim (10).

10- O golo mais rápido da história dos Boca-River

A 5 de maio de 2013, Boca Juniors e River Plate defrontaram-se na La Bombonera em jogo da 12.ª jornada do campeonato argentino. O jogo ficou marcado pelo golo madrugador de Manuel Lanzini, que logo aos 43 segundos colocou o River Plate em vantagem, com um golpe de cabeça no seguimento de um cruzamento da direita. Foi até hoje o golo mais rápido de sempre no historial de confrontos entre os dois clubes rivais.

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