Van Gaal e o beijo a Memphis Depay para responder a Di María

O extremo argentino considera o holandês o pior treinador da sua carreira. O selecionador dos Países Baixos diz que é algo "triste" e lembra que Depay pensava o mesmo... "Agora até nos beijamos na boca", atira. Está quente a luta por um lugar nas meias-finais.

Países Baixos e Argentina jogam esta noite (19.00 horas) um clássico do futebol, reeditando a final do Mundial de 1978, no Estádio Monumental, em Buenos Aires, que coroou os argentinos pela primeira vez como campeões do mundo. Essa partida fez nascer uma espécie de rivalidade que dura até aos dias de hoje, afinal em 1998 os holandeses venceram (2-1) nos quartos-de-final e em 2014 foi a vez da Argentina levar a melhor nas meias-finais, no desempate por penáltis.

Esta rivalidade vai ser apimentada ainda mais pela péssima relação entre dois dos protagonistas: o argentino Ángel Di María e o selecionador holandês Louis van Gaal. Tudo começou em 2014, quando o Manchester United contratou o avançado, que iniciou um ano de autêntico inferno que o próprio contou na primeira pessoa, no ano passado. "O meu problema foi apenas o treinador. Van Gaal foi o pior que tive na carreira. Era insuportável", disse, sem papas na língua, em entrevista à televisão TyC Sports. "Eu marcava e dava assistências e, no dia seguinte, vinha conversar comigo para me mostrar vídeos dos passes que eu tinha falhado. Colocou-me de lado desde o primeiro dia, pois não gostava que os jogadores fossem mais importantes do que ele ", acrescentou, revelando que um dia fartou-se e resolveu questionar o técnico: "Perguntei-lhe porque não me mostrava as coisas boas. Ele não gostou e a partir daí deixei de jogar."

Pois bem, ontem, este foi um tema em cima da mesa na antevisão de Van Gaal. "Não gostei que Di María me tenha considerado o seu pior treinador. É uma pena, mas é um dos poucos que diz isso. Às vezes o treinador tem que tomar decisões que nem sempre terminam bem, mas acho triste que tenha dito isso", assumiu o selecionador holandês, que de imediato apontou para Memphis Depay, que estava sentado a seu lado e disparou com uma dose de boa disposição: "Ele também já pensou isso, mas agora até nos beijamos na boca."

O certo é que Di María recuperou de lesão, pelo que o reencontro é praticamente certo, uma vez que deve fazer parte do onze lançado esta noite pelo selecionador argentino Lionel Scaloni, que ontem protagonizou uma conferência de imprensa bastante tensa por não ter gostado que, após um treino à porta fechada, ter-se tornado público que Rodrigo De Paul estaria com problemas físicos. "Não sei se jogamos para a Argentina ou para a Holanda. Não gosto que essas coisas se saibam", atirou o selecionador, bastante irritado.

Na véspera de um jogo importante na caminhada da seleção, Scaloni fez questão de recordar o antigo selecionador, Alejandro Sabella, no dia em que se completaram dois anos da sua morte: "Foi uma perda imensa, por tudo o que nos deu e pelos valores que nos transmitiu na seleção."

carlos.nogueira@dn.pt

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