Empresários tentam que Sporting facilite saídas

Acuña, Battaglia, Bas Dost, William Carvalho, Rui Patrício, Gelson e Bruno Fernandes são alguns dos jogadores com mercado

Alguns dos jogadores do Sporting que estavam a pensar rescindir contrato unilateralmente com os leões, alegando justa causa na sequência das agressões de que foram alvo no dia 15 de maio, quando da invasão da Academia, em Alcochete, estão agora mais inclinados para uma saída amigável. Ou seja, mediante uma proposta que eles, os empresários e os clubes interessados considerem "aceitável".

Desta forma, segundo algumas fontes ouvidas pelo DN, o jogador não fica sujeito a um litígio laboral que o pode prejudicar na hora de assinar por outro clube, bem como no futuro, caso a justa causa não tenha provimento. Uma solução que os empresários de alguns dos jogadores com mais mercado consideram ser também do interesse do clube, já que assim faria um encaixe financeiro e não correria o risco de perder tempo e dinheiro a contestar a justa causa nos tribunais e/ou nas instâncias desportivas de decisão.

O problema é que os jogadores que estão mais inclinados para sair, casos de Acuña, Battaglia, Bas Dost, William Carvalho, Rui Patrício, Gelson Martins e Bruno Fernandes, são também os que têm mais mercado e aqueles que têm as cláusulas de rescisão mais altas. Por isso "Bruno de Carvalho não se mostrou disponível para ouvir propostas abaixo de um certo valor", segundo disse ao DN um empresário de um atleta leonino. Uma ideia que vai ao encontro das declarações do presidente leonino, que ainda há dias fez questão de dizer que não ia ceder "a chantagens de empresários". Uma referência aos agentes de alguns jogadores que o contactaram no sentido de saber por que valor o jogador poderia sair sob pena de rescindir unilateralmente o contrato.

Ainda segundo um outro agente FIFA, o médico Frederico Varandas, que entretanto se demitiu e se assumiu como solução de governação em caso de eleições, contactou alguns jogadores no sentido de os sensibilizar a esperar até ao dia 23 de junho (data da assembleia geral para destituir a direção) para tomar uma decisão.

Atletas têm até dia 15

Mas a verdade é que o tempo não joga a favor da pretensão dos jogadores. Tal como defendeu ao DN Garcia Pereira, os atletas têm 30 dias, após os acontecimentos, ou seja, até dia 15 de junho, para rescindirem. E a altura, vésperas do Mundial 2018, também não é a melhor para abrir novas frentes de batalha. Jogadores como Rui Patrício, William Carvalho e Acuña estão já com o pensamento na Rússia. Contactado pelo DN, o advogado de William, por exemplo, remeteu para o sigilo profissional e disse apenas que pode garantir que "William está concentrado em fazer um grande Mundial".

No entanto, os jogadores não mudaram de ideias quanto a querer sair de Alvalade, apenas estão a ponderar bem qual a melhor forma de o fazer. Marcos Acuña está decidido a não voltar, ele que foi um dos principais alvos dos agressores. E ainda ontem, a mulher revelou algumas das ameaças que têm recebido pelas redes sociais. "Continuam a chegar-nos mensagens assim. Quem nos protege?", escreveu Julia Silva, identificando o clube leonino na publicação e revelando o teor da mensagem: "O que estás a fazer é muito feio. E depois admiras-te de sofrer as consequências."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

Diário de Notícias

A ditadura em Espanha

A manchete deste dia 19 de setembro de 1923 fazia-se de notícias do país vizinho: a ditadura em Espanha. "Primo de Rivera propõe-se governar três meses", noticiava o DN, acrescentando que, "findo esse prazo, verá se a opinião pública o anima a organizar ministério constitucional". Explicava este jornal então que "o partido conservador condena o movimento e protesta contra as acusações que lhe são feitas pelo ditador".