Bruno de Carvalho disposto a fazer assembleia destitutiva dia 17

Presidente pede aos sócios para cumprirem os preceitos regulamentares ficando dispensados do pagamento. Lúcio Correia critica providência cautelar colocada por Marta Soares

Bruno de Carvalho está disposto, afinal, a arriscar o seu lugar como presidente do Sporting. Ontem, num post colocado no Facebook, o presidente verde e branco desafiou os sócios leoninos que o querem ver fora do Sporting a fazer algo que parece, assim à primeira vista, muito simples.

"Os associados podem já na segunda-feira apresentar nos serviços do clube o pedido de uma assembleia geral (AG) destituitiva do conselho diretivo (CD) que, se cumprir a lei e os preceitos todos regulamentares, será realizada num espaço temporal de cerca de oito a dez dias - está nas mãos dos sportinguistas. Mas acabem as ameaças. Entreguem e marcamos ponto final. Transformamos o ponto de discussão da AG de dia 17 nesse pedido de destituição com todas as condições de segurança e de fidedignidade dos resultados", garantiu.

Ao que o DN apurou, Bruno de Carvalho iliba de pagamento da organização da reunião magna os sócios que assinarem o pedido de destituição com justa causa que, no entender do presidente, terá de ser conhecido quando forem entregues as assinaturas correspondentes, pelo menos, a mil votos de sócios efetivos.

Um pedido destes significava reconhecer a comissão de transição da MAG, liderada por Elsa Judas.

Providência não foi bem colocada

Na sexta-feira, foi indeferida em tribunal a providência cautelar colocada pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting (MAG) tendo em vista a realização da assembleia geral extraordinária de destituição marcada para dia 23 e que o presidente leonino não reconhece.

Lúcio Correia, especialista em direito desportivo, considera que a decisão do tribunal deveu-se mais a uma "questão formal do que propriamente a uma questão de fundo". E sublinha: "Quem pôs a providência cautelar, na minha opinião não a pôs bem."

Jaime Marta Soares pediu, destaca o jurista, a "prestação de todos os meios necessários" à realização da assembleia geral extraordinária (AGE) de destituição do dia 23 "quando o caminho era o respeito pela vontade dos sócios". "Jaime Marta Soares devia ter colocado o foco no risco da AGE não se realizar e no respeito pela vontade dos sócios, que desejam a realização da AGE. Ele diz que pode haver uma tragédia, uma batalha campal, mas para o tribunal aquilo que se pede nesta providência não iria evitar essa tragédia", considera Lúcio Correia que aponta um caminho para Jaime Marta Soares.

"A providência cai porque aquela questão da salvaguarda dos sócios, da tragédia, não podia ser evitada por aquilo que se pede nesta providência. Na minha opinião, o presidente da MAG só tem uma coisa a fazer; intentar nova providência mas desta vez incidindo o foco no respeito pela vontade dos sócios. Explicar que uma grande maioria de sócios quer a realização da AGE e que a mesma é vital para a sobrevivência do clube e por isso recorre ao tribunal para que a mesma se cumpra como reprodução da vontade dos sócios. O tribunal achou que o fundamento do pedido não está de acordo com o mesmo, pois aquilo que era solicitado, como os funcionários, o caderno de sócios, etc., não evitaria uma tragédia, que era isso que Jaime Marta Soares pedia para que o tribunal evitasse", salienta.

Há duas coisas que Lúcio Correia considera que ficaram esclarecidas com esta decisão: "O teor da decisão ao conferir legitimidade ao presidente da MAG extingue, por consequência, a legalidade das outras comissões criadas para o exercício de competências que são da MAG e do conselho fiscal e disciplinar."

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