Bruno Lage começou esta sexta-feira a trabalhar no Benfica Campus, no Seixal, preparando já o regresso a I Liga, marcado para o próximo fim de semana, depois da pausa para as seleções. O regresso do campeonato terá, pois, essa novidade no comando técnico dos encarnados, que faz com que os três grandes voltem a ter portugueses à frente das respetivas equipas, algo que não acontecia há três épocas, quando estavam no ativo Jorge Jesus, Rúben Amorim e Sérgio Conceição..Os candidatos ao título vão ter, desta vez, treinadores com idades inferiores a 50 anos, algo que só aconteceu duas vezes este século. Em 2003/04, quando o espanhol José António Camacho, Fernando Santos e José Mourinho orientavam, respetivamente, Benfica, Sporting e FC Porto. E em parte da época 2019/20 quando Bruno Lage, Sérgio Conceição estavam à frente de águias e dragões, enquanto em Alvalade estava Jorge Silas e depois Rúben Amorim, sendo que no início da temporada os leões eram orientados pelo cinquentão neerlandês Marcel Keizer..Dos técnicos dos três grandes, o mais novo é, curiosamente, aquele que mais jogos tem na I Liga. Trata-se do campeão nacional Rúben Amorim, de 39 anos, que entre as passagens pelo Sp. Braga e Sporting, contabiliza 160 partidas, das quais venceu 123, o que corresponde a quase 77% de triunfos. .O treinador sportinguista é, ao mesmo tempo, o único que não teve um percurso como adjunto, tendo iniciado a sua carreira à frente do Casa Pia, no Campeonato de Portugal, em 2018, tendo no ano seguinte saltado para o Sp. Braga onde começou na equipa B e, onze jogos depois, iniciou a aventura no escalão principal pelos bracarenses ao render Ricardo Sá Pinto. A ascensão foi tão meteórica que, onze partidas depois, rumou a Alvalade. No currículo conta já com dois títulos de campeão, uma Supertaça e três Taças da Liga..O treinador mais velho é Bruno Lage, que aos 48 anos já tem rodagem internacional, com passagens pela Premier League ao serviço do Wolverhampton e pelo Brasileirão no comando do Botafogo. Desde 1997, passou por todas as experiências. Iniciou-se como preparador físico nas camadas jovens do V. Setúbal, depois foi adjunto do mentor Jaime Graça (Fazendense), do pai Fernando Lage (Comércio e Indústria), de José Rocha (Estrela de Vendas Novas) e Rui Esteves (Sintrense). A vida mudou quando entrou nas camadas jovens do Benfica, onde esteve entre 2004 e 2012. A experiência com os mais novos levou-o para o Al Ahli, dos Emirados Árabes Unidos, tornando-se a seguir adjunto de Carlos Carvalhal no Sheffield Wednesday e no Swansea..Regressou à Luz em 2018 (primeiro para a B e depois para a equipa principal), ano em que Rúben Amorim dava os primeiros passos no Casa Pia e Vítor Bruno já era o assistente de Sérgio Conceição no FC Porto, cargo que ocupou durante sete anos. Antes disso, tinha sido adjunto do pai Vítor Manuel (1.º de Agosto de Angola) e depois de Augusto Inácio (Interclube, Naval e Leixões)..Em 2011 começou o percurso com Conceição no Olhanense, Académica, Sp. Braga, V. Guimarães e Nantes, antes de entrar no Dragão, onde este ano se divorciou do timoneiro e casou-se com o FC Porto, clube pelo qual já conquistou a Taça de Portugal, frente ao Sporting de Rúben Amorim, mas diante de quem sofreu a primeira derrota da carreira como treinador principal. .carlos.nogueira@dn.pt