Rui Costa: "Fiquei perplexo. Jamais podia pensar que o presidente Filipe Vieira pudesse ser detido"

Rui Costa deu a primeira entrevista como presidente do Benfica, cargo que assumiu a 9 de julho, depois da detenção de Luís Filipe Vieira no âmbito do processo Cartão Vermelho, no qual o ex-responsável máximo pelo clube da Luz é arguido. "Foi uma emoção dramática quando soubemos o que se estava a passar com ele", disse o antigo jogador.

"Infelizmente para mim, a última vez que falei com Luís Filipe Vieira foi na terça-feira, um dia antes de ser detido, uma vez que nessa quarta-feira quando cheguei ao Seixal para desempenhar o meu trabalho já não consegui estar com o presidente Luís Filipe Vieira nem sequer vê-lo", recordou Rui Costa, de 49 anos, no "Jornal das 8", da TVI, na primeira entrevista após assumir a presidência do Benfica a 9 de julho. "Foi uma conversa normal sobre um dia de trabalho", lembrou.

Antes de começar a entrevista, Rui Costa fez questão de enviar "um forte abraço para a família do Dr. Bento Leitão, um médico do Benfica que esteve na casa mais de uma década". "Foi ainda meu médico enquanto jogador e partiu ontem, um forte abraço para a família", referiu.

Sobre o dia em que o ex-presidente do clube foi detido, Rui Costa lembra o que sentiu. "Fiquei perplexo, assim como qualquer pessoa que lidasse com ele ou até mesmo qualquer benfiquista. Jamais poderia pensar passar aquela quarta-feira, jamais podia adivinhar ou sonhar que naquele mesmo dia em que acordei para desempenhar o meu trabalho no Seixal que o dia acabasse como acabou e que o presidente Filipe Vieira pudesse ser detido. Jamais poderíamos pensar tal coisa e foi uma emoção dramática quando soubemos o que se estava a passar com ele".

Na TVI, Rui Costa continuou a partilhar como viveu o dia que terminou com a detenção de Vieira. "Infelizmente no Benfica temos tido nos últimos tempos várias buscas e vários processos, não vou estar aqui a escondê-lo, sendo que nenhum deles até hoje originou o que quer que fosse de incriminação. E, na altura, a perplexidade de mais uma busca, neste caso ao presidente, mas pensando sempre que fosse de processos que já estavam em curso", disse.

"Quando soubemos da detenção do presidente, no Benfica Campus, desde jogadores, treinadores e funcionários, foi um abalo completo no que estava a acontecer no dia a dia da equipa de futebol", admitiu.

Apesar da detenção - Luís Filipe Vieira está em prisão domiciliária até ao pagamento de uma caução de três milhões de euros -, Rui Costa sublinha que "até hoje não é acusado". "Quer para ele, quer até para o Benfica, continuamos na esperança que o processo não passe disto", disse. "Naquele dia foi um choque, um dia dramático para todos nós. Não só envolvia Luís Filipe Vieira enquanto pessoa, mas também envolvia o presidente do Sport Lisboa e Benfica e, portanto, era inevitável que no Benfica Campus a perplexidade e o desagrado era enorme".

Uma situação que até "custou a aceitar nos primeiros dias", parecia "irreal", relatou. "A minha esperança, quer para o cidadão quer para o presidente Luís Filipe Vieira, pois significava que o Benfica também não estaria envolvido em nada, é que o processo não passe disto", reiterou.

"Não houve tempo para pensar. Não podia de forma alguma fugir à responsabilidade"

Quando questionado por José Alberto Carvalho sobre o momento em que pensou que tinha condições para assumir a presidência do clube, Rui Costa disse que "não houve tempo para pensar".

"Houve tempo para analisar o que estava à nossa frente e o facto de eu não poder recuar num compromisso destes com o Sport Lisboa e Benfica. Não podia de forma alguma fugir à responsabilidade, era o número 2 da direção", sublinhou para depois referir-se ao dia em que assumiu a presidência do clube.

"Isto passou-se na quarta-feira, e na sexta-feira há reunião da direção e a minha apresentação como presidente. E nesse mesmo dia, acordo como diretor desportivo e fui em direção ao Seixal para estar perto da equipa e do nosso treinador e acabo presidente do Benfica. Como tal não houve muito tempo para pensar, houve um assumir responsabilidade à qual não conseguiria nunca fugir dela, sobretudo num momento como este. Não era de todo aquilo que mais me agradava naquele dia, mas ao mesmo tempo não podia tomar outra opção que não seguir em frente e assumir destinos do clube", relata.

"A obra que Luís Filipe Vieira fez no Benfica nunca será apagada por ninguém"

Sobre a ideia de que terá sido criada uma "espécie de cordão sanitário" em redor de Luís Filipe Vieira, como se ninguém o conhecesse, Rui Costa disse compreender que "na cabeça de muita gente possa ter feito sentido". "Mas não foi de todo a exclusão de Vieira do Benfica. Isso nunca será feito. A obra que Luís Filipe Vieira fez no Benfica nunca será apagada por ninguém. Acho que a história vai acabar por dar os méritos pelo trabalho que fez no Benfica, a obra que deixou feita".

Rui Costa recuou até ao momento da declaração que fez no Estádio da Luz, onde assumiu a presidência, sem nunca referir o nome de Vieira. "Permita-me que naquele momento, e como ninguém está acima do Benfica, no meu discurso o única coisa que se pretendeu foi defender o Spor Lisboa e Benfica de forma intransigente. Estávamos, naquele período, no meio de um empréstimo obrigacionista e em negociações com vários jogadores e com vários clubes. O facto de não ter sido referido Luís Filipe Vieira não foi para apagar da história do Benfica, mas foi sim a pensar unicamente no presente e futuro do Benfica, mostrando que não vazio entre presidências", destacou.

"Pessoalmente não esqueço Luís Filipe Vieira, até pela ligação humana que tenho com ele. Não houve, de todo, a intenção de o excluir do que quer que fosse, houve sim a prioridade de defender os interesses do Sport Lisboa e Benfica naquele momento", sublinhou.

Sendo um figura de referência do clube desde os tempos de jogador, em que era conhecido como o "maestro" dos relvados, Rui Costa é questionado sobre se não teve receio de ver a imagem que os sócios do Benfica têm dele beliscada pelos silêncios, ações e tumulto que a situação originou. "Seria o mesmo tumulto se tivesse evidenciado Luís Filipe Vieira naquele dia. Naquele momento pouco importava Rui Costa ou Luís Filipe Vieira, importava a defensa intransigente do Benfica e foi o que fiz. Não estou arrependido, até porque tenho a certeza absoluta que Luís Filipe Vieira faria o mesmo comigo".

E frisou que o Benfica está sempre primeiro: "Apesar das relações pessoais e reconhecimento que temos uns pelos outros, nenhum de nós está acima do clube. Naquele preciso momento, o clube precisava de ser defendido, de ter alguém que assumisse a responsabilidade de liderar o clube naquele instante e que não o deixasse no vazio entre presidentes, sobretudo no decorrer de um empréstimo obrigacionista que era de extrema importância para o clube".

Insinuações sobre as relações entre a empresa Footlab, da qual é sócio, e o Benfica. "Foi uma canalhice"

Confrontado com as insinuações sobre as relações entre Benfica e a empresa Footlab, da qual Rui Costa e um dos filhos são sócios, o atual presidente do clube disse que tentou "dar pouco importância". "Não considero de outra forma que não uma canalhice. Não justifica que possa valer tudo para denegrir a minha imagem. Considero que foi uma canalhice".

Rui Costa fez depois questão de explicar que o "Footlab não é nenhuma casa de agenciamento de jogadores". "É um espaço tecnológico aberto ao público que tenho em Carnaxide, serve para festas de anos, de clubes, para divertimento, não para agenciamento de jogadores. Colar-me a uma situação do género não deixa de ser canalhice, e acredito que as pessoas que referiram isso sabem perfeitamente o que é o Footlab. Não tem nada a ver com contratações de jogadores", esclareceu.

"Foi um negócio que criei para futuro dos meus filhos., não tenho nada a esconder e não preciso de tirar de lá o meu nome para esconder o que quer que fosse. Querermos juntar um espaço aberto ao público para aluguer de campos com uma agência de jogadores não faz o menor sentido", acrescentou.

"Mesmo nesta posição, tenho o maior orgulho de ter sido um dos ídolos da massa associativa do Benfica quando estive em campo, mas isso não me deixa imune às criticas enquanto dirigente e presidente, como estou agora. Quero ser avaliado como presidente e não como ex-jogador e menino do Benfica que cresceu no Benfica", afirmou.

Visivelmente magoado com as insinuações que surgiram, de que poderia estar a tirar proveito do Benfica com o seu negócio, Rui Costa garantiu: "Há coisas que não me conseguem tocar: na minha honra e na minha relação de amor com este clube. Não preciso de trazer os meus contratos de vida para justificar qual é minha relação de amor com este clube. Não preciso de recuar ao verão de 1993, ao ano que voltei ao Benfica para agora estar a fazer negócios com o Benfica. Isso é uma coisa que não permito a ninguém. O Footlab é de mais dois sócios. A única coisa que tive do Benfica lá foram as escolinhas de férias do Benfica, mas é um espaço aberto ao público e também tive lá variadíssimas equipas e eventos de toda a espécie. Tomarem isso como uma situação de onde tiro proveito do Benfica é algo que não admito, é completamente ridículo", reforçou.

Rui Costa salientou o "orgulho" que sempre tem em representar o Benfica. Recordou que entrou no clube quando "ainda não tinha 9 anos", tendo feito a carreira até aos 22 anos. "Estive 12 anos fora e nunca esqueci o Benfica, isso sempre foi sempre público, e a forma como voltei ao clube também é. É sempre um motivo de grande orgulho trabalhar para o Benfica, servir o Benfica. Foi isso que me fez assumir esta responsabilidade. A coisa mais fácil naquele dia era não ter assumido uma responsabilidade tão alta como esta, mas seria talvez a maior cobardia que eu fazia aos benfiquistas e a mim".

José Alberto Carvalho recordou depois a reação de Luís Filipe Vieira, dada através do seu advogado Magalhães e Silva, quando o informaram que Rui Costa tinha assumido a presidência. "Eles fizeram-me isso", terá reagido Vieira.

"Não foi uma posição fácil para mim assumir uma situação destas, na apresentação o misto de emoções era tal que causou alguma dificuldade em expressar-me da forma como eu sou, da forma como acabo por ser conhecido pelas pessoas. Porque por um lado estava a assumir uma responsabilidade desta dimensão e por outro lado custava a todos nós a situação em que estava Luís Filipe Vieira. Compreendo a reação do presidente, assim como tenho a certeza absoluta que ele sabe que jamais seria ingrato para com ele. Neste 13 anos vivemos momentos muito difíceis, mas também momentos muito felizes, não os possos esquecer, nem que foi com ele que regressei ao Benfica".

Disse, no entanto, que naquele momento "teve de separar as águas", referindo-se ao lado pessoal e à defesa do Benfica.

"Nunca assinei em circunstância alguma um contrato em que imaginasse que estava a assinar um documento que não fosse legal e verdadeiro ou que não servisse os interesses do clube"

Questionado acerca do ato eleitoral, reiterou que este será realizado até final do ano, mas revelou que todos os que trabalham com ele no Benfica estão proibidos de falar em eleições nos próximos tempos porque não se quer "desfocar ou desviar um milímetro do que é essencial, que é a preparação da época do futebol e das modalidades e entrada na Liga dos Campeões".

"Neste momento a minha missão é trazer de novo a estabilidade ao clube e preparar as épocas desportivas", disse. "As eleições vão realizar-se, serão marcadas. Até ao final do ano irão ser efetuadas", acrescentou para depois dizer: "Tenho tempo para pensar se vou ou não a eleições."

Rui Costa diz que se tiver de ser "presidente do clube um dia será por única e exclusiva vontade dos sócios".

Admite rever os estatutos, mas diz não ser esse o tempo para o fazer.

Quanto a ter assinado contratos de jogadores juntamente com Luís Filipe Vieira, alguns dos quais estão alegadamente sob investigação do Ministério Público, Rui Costa defendeu-se: "O que posso dizer é que nunca assinei em circunstância alguma um contrato em que imaginasse que estava a assinar um documento que não fosse legal e verdadeiro ou que não servisse os interesses do clube".

Sobre o facto de o Benfica ter pedido uma auditoria, anunciada esta quarta-feira, Rui Costa explicou que o objetivo é "para perceber o que se está a passar com este processo". "Não temos nada a esconder", afirmou. "É um ato de transparência. É uma das coisas que quero trazer para o Benfica, uma vez que o Benfica tem que ser falado pelas boas razões e não pelas más razões. Tudo o que seja feito no Benfica deve ser com a máxima transparência para os sócios e adeptos. É a minha primeira premissa enquanto presidente do Benfica. Tem de ser falado pela enorme dimensão que tem e não pelos problemas que possa vir a ter", destacou.

Rui Costa referiu ainda na entrevista que o "empréstimo obrigacionista foi uma vitória enorme para" o Benfica. "É essencial para a vida dele".

Em relação ao interesse de John Textor na compra de ações, o atual responsável máximo do Benfica afirma não ter tido nenhum contacto com ele. "Neste momento, não é oportuno para o Benfica. Haverá eleições em breve, quem estiver à frente do clube irá dizer se há possibilidade de se avançar com alguma coisa. Até pela forma como nasceu este processo, não era oportuno uma reunião com John Textor para avaliar a situação. Não é nada contra John Textor", disse.

"Jorge Jesus é treinador do Benfica e continuará a ser"

Saindo das questões financeiras, Rui Costa afirmou: "Jorge Jesus é treinador do Benfica e continuará a ser".

"É o treinador do Benfica e não se pensa noutra coisa. Jorge Jesus é um treinador com enorme sucesso, na época passada correu extremamente mal a todos, por variadíssimas razões. Estamos a partir para a nova época com uma ambição tremenda, que os benfiquistas desejam e o Jorge Jesus é o treinador do Benfica", reforçou.

Um dos objetivos traçados para esta época é a entrada na Liga dos Campeões, afirmou. "É fundamental para o Benfica estar na Liga dos Campeões. Um clube com esta dimensão não pode não estar dentro desta competição. Sem ser hipócrita, em termos financeiros é importantíssimo estar na Liga dos Campeões, mas acima de tudo em termos desportivos. Num clube de dimensão europeia, não podemos pôr a parte financeira à frente da parte desportiva". considerou.

Apesar do respeito por Rui Vitória, o treinador do Spartak Moscovo, adversário do Benfica na terceira pré-eliminatória da Champions, Rui Costa não tem dúvidas: "Rui Vitória não vai ganhar a Jesus, porque o Benfica vai estar na Liga dos Campeões, é a minha convicção é que vamos ganhar e vamos estar na Liga dos Campeões. Não penso noutro cenário que não este" .

"Financeiramente é importantíssimo para o Benfica estar na Liga dos Campeões", admitiu também.

"Vamos entrar com a maior das ambições, vamos chegar à Liga dos Campeões, que é onde devemos estar, e o Jorge Jesus vai fazer o seu caminho no Benfica, como já fez no passado", acrescentou.

Sobre contratações para a próxima época, o atual presidente do Benfica afirmou que o plantel já começou a ser reforçado. "Demos como prioridade preencher o meio-campo. Uma das lacunas identificadas pelo treinador. Trouxemos dois médios, um 6 e um 8, que já podem fazer parte dos primeiros jogos da Liga dos Campeões. O mercado não está fechado, só fecha a 31 de agosto. Temos de ser ambiciosos, mas cautelosos".

Disse ainda que "haverá mais mexidas" até ao final do mercado de transferências, independentemente da Liga dos Campeões.

Em relação aos rivais, Rui Costa afirmou: "irão ter da minha parte, e o Benfica é isto, respeito por todas as entidades. Mas vou fazer uma defesa intransigente do meu clube".

Luís Filipe Vieira "sabe que eu não sou ingrato"

Questionado sobre um possível reencontro com Vieira, o antigo jogador espera que isso possa acontecer. "Se fosse neste momento, dava-lhe um abraço de muita força e de coragem. Para além dos aspetos pessoais, passar por uma situação destas não é agradável para ninguém. Em termos profissionais e do Benfica, não tenho a menor dúvida de quanto está a sofrer por tudo o que tentou fazer no Benfica. Acima de tudo, se houvesse algo para esclarecer com ele, não tenho a menor dúvida de que não há ninguém no Benfica que me conheça melhor que Luís Filipe Vieira. Ele sabe que eu não sou ingrato. Ele conhece-me ainda eu não era jogador do Benfica. Não vou negar a amizade que tenho com Luís Filipe Vieira", garantiu.

Recordou que inicialmente a relação que teve com Vieira "até era de tutor". "Tinha acabado de jogar e passei a dirigente pela mão dele. Foi sempren uma relação próxima, umas vezes de pai e filho, outras vezes de colega. Zangámo-nos muitas vezes pelo caminho, ele sabe disso. Ele com razões de queixa de mim, e eu dele, mas houve sempre uma grande amizade e respeito".

No fim da primeira entrevista como presidente do clube da Luz, Rui Costa deixou as últimas palavras para os benfiquistas. "Acima de tudo que a nossa nação entenda o momento que estamos a viver e o quão importante é estarmos todos juntos outra vez. Vamos começar uma época muito importante para a história do clube, fizemos a melhor aquisição para as nossas equipas, que é o regresso do público aos estádios. Não houve clube no mundo que sentisse tanto a ausência dos adeptos como o Benfica. Tenho a certeza disto quer como a minha experiência de jogador mas também como dirigente. Não enchemos só a Luz, enchemos estádios todos de norte a sul. Essa foi a melhor aquisição, não há nenhum jogador que supere a ausência do nosso público. Percebermos a importância de estarmos todos juntos outra vez e o quanto somos muito mais fortes estando unidos. E que comece já no dia 4 [de agosto]".

E concluiu. "As minhas últimas palavras enquanto jogador no Estádio da Luz foram: 'acabo feliz porque acabei no meio da minha gente'. E é assim que quero estar".

Rui Costa é agora presidente do Benfica depois de Luís Filipe Vieira comunicar a suspensão de funções como presidente do clube, dois dias após ter sido detido no âmbito da Operação Cartão Vermelho. Mais tarde, Vieira viria a renunciar à presidência do Benfica e da SAD.

O agora presidente do clube da Luz representou o emblema das águias como futebolista por cinco épocas, tendo sido considerado o "maestro" dos relvados. Depois de jogador, assumiu funções de dirigente em 2008. Foi diretor desportivo, administrador, vice-presidente e agora assume a presidência do clube.

Luís Filipe Vieira foi o responsável máximo dos 'encarnados' entre 2003 e 2021, naquela que foi a presidência mais longa da história do Benfica. Terminou com a Operação Cartão Vermelho, um processo judicial no qual Vieira é arguido por ser suspeito de crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais, que alegadamente terão lesado o Estado português e o próprio Benfica.

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