Renato Sanches confessa que usa o corpo como arma e Bélgica sem plano anti-Ronaldo

Médio deve ter lugar seguro no jogo com os belgas. Selecionador dos diabos vermelhos avisa que Portugal não é só CR7.

Renato Sanches foi titular no empate a dois golos com a França, fez uma grande exibição e certamente estará entre os eleitos de Fernando Santos no jogo de domingo com a Bélgica, em Sevilha, que vale a passagem aos quartos de final.

"Acho que ajudei a equipa a ter intensidade. Globalmente todos tivemos mais energia e demos muito mais do que no último jogo [com a Alemanha]", referiu esta sexta-feira o médio, em conferência de imprensa, confessando que uma das suas armas é físico: "Sou jogador possante e utilizo o meu corpo para jogar, é uma das minhas armas, sinto-me bem assim. Outros têm outras qualidades. Em certos momentos tenho de saber usá-lo, aguentar e ter a bola. Se isso é uma qualidade tenho de a aproveitar, embora nem sempre seja necessário."

Renato foi ainda questionado sobre as diferenças da seleção atual para a que foi campeã da Europa em 2016, e para quem vai apontar o dedo se Portugal chegar à final, tal como fez há cinco anos com Eder. "O grupo de 2016 tinha muita qualidade, mas com jogadores diferentes. Temos jogadores que jogam em grandes equipas, grandes campeonatos. Muitos ganharam as suas ligas e têm qualidade como em 2016. Este ano esperamos chegar à final e ganhar. Depois aí decido a quem aponto o dedo", atirou.

O médio formado no Benfica, que esta época foi campeão francês pelo Lille, não aprofundou muito a questão sobre se Portugal chega a este jogo melhor do que a Bélgica. "Depende. Tínhamos um grupo muito forte. Como diziam, era o grupo da morte. Estamos no Europeu e todas as equipas vão dar tudo para ganhar e chegar o mais longe possível. O que importa é a atitude e a vontade que as equipas vão demonstrar, porque todos os jogos têm sido competitivos."

Elogios do selecionador belga

Roberto Martínez, selecionador da Bégica, deixou esta sexta-feira um aviso, garantindo que não irá colocar em prática qualquer plano para anti-Ronaldo porque para ele Portugal tem muitas outras ameaças.

"Toda a gente sabe que Ronaldo é um jogador de classe mundial. Adaptou o seu jogo à sua idade. Utiliza bem o espaço, mas há outros futebolistas, como Bruno Fernandes, Diogo Jota, Bernardo Silva e Pepe. Por isso não há um plano anti-Ronaldo. Se te concentras num jogador, outro vai atacar-te. Claro que Ronaldo é uma ameaça, mas também temos de estar atentos aos outros jogadores", disse em conferência de imprensa.

Para Roberto Martínez, "Portugal tem experiência de vencer jogos em grandes competições" e é uma equipa "paciente". Respeitamos muito. Tinham nomes como João Pinto, Rui Costa ou Figo na equipa. Há cinco anos ganharam o Europeu. Sempre tiveram um plantel talentoso. Temos muita informação sobre Portugal. Há três anos disputámos um particular. Esperamos algumas pequenas mudanças no onze, mas são uma equipa que cresce nas provas", concluiu.

O jogo entre a Bélgica e Portugal vai ser apitado pelo alemão Felix Brych. O juiz germânico, 45 anos, vai dirigir o terceiro encontro na prova e o segundo consecutivo dos belgas, uma vez que esteve no Finlândia-Bélgica (0-2), do Grupo B, na segunda-feira, depois de já ter arbitrado o Países Baixos-Ucrânia (3-2), do Grupo C.

Brych, que apitou a final da Liga Europa de 2014, entre o Benfica e o Sevilha, conta no currículo com três jogos da seleção portuguesa, o último em 2019, na meia-final da Liga das Nações, com a Suíça, que Portugal venceu por 3-1.

nuno.fernandes@dn.pt

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