O sexto round de um duelo em que Amorim venceu sempre Carvalhal

Sporting e Sp. Braga jogam hoje em Alvalade. Em 2021, os leões venceram todos os cinco jogos frente aos arsenalistas. Esta noite, Carvalhal, castigado, vai orientar a equipa da bancada.

Sporting e Sp. Braga defrontam-se este sábado em Alvalade (20.30, SportTV1), naquele que marcará o sexto confronto entre os dois treinadores, e no qual, devido a castigo, Carlos Carvalhal vai orientar a equipa da bancada. Até agora, o saldo é 100% vitorioso a favor do técnico leonino, que venceu os cinco encontros anteriores. Dois deles valeram mesmo a Amorim dois troféus (Taça da Liga e Supertaça).

A história de duelos entre os dois treinadores é recente e começou a 2 de janeiro de 2021. Em Alvalade, para o campeonato, os leões venceram por 2-0. No mesmo mês, na final da Taça da Liga, novo triunfo do Sporting, pela margem mínima, numa partida marcada pela expulsão dos dois treinadores.

No jogo da segunda volta do campeonato passado, em casa do Sp. Braga, os leões voltaram a triunfar pela margem mínima. E a 31 de julho, na decisão da Supertaça, nova derrota de Carvalhal, por 2-1, numa partida em que os arsenalistas até começaram em vantagem.

Já esta temporada, logo à segunda jornada, a quinta vitória de Amorim sobre Carvalhal, por 2-1, em Braga, a fechar um ano civil de 2021 em que os leões fizeram o pleno em todos os jogos diante dos arsenalistas. Esta noite logo se verá se o ano de 2022 altera esta tendência, numa altura em que o Sporting está na segunda posição do campeonato, e o Sp. Braga é quarto classificado e não vence para a I Liga há duas jornadas.

Mea culpa com Nuno Santos

Na antevisão ao jogo, Rúben Amorim disse esperar um Sp. Braga a jogar olhos nos olhos. "Nunca vi o Sp. Braga a jogar em blocos baixos. Escolhem é o momento certo para pressionar. Acho que quem estiver mais inspirado e concentrado na defesa, vai certamente vencer o jogo", disse, deixando mais elogios ao adversário: "Têm uma identidade muito vincada. Mantêm características do ano passado. Houve saídas, entradas e uma aposta na formação. O que muda são as características individuais, que são muito importantes nos jogos, mas a ideia."

O treinador leonino reagiu ainda ao castigo de Nuno Santos, devido aos incidentes no jogo da última jornada, em Vizela, ao envolver-se com os adeptos locais. Na altura, a postura do avançado mereceu-lhe uma reprimenda de Rúben Amorim, que ontem fez mea culpa. "Fiz um reparo ao Nuno Santos, mas não o devia ter feito. Parece-me que foi utilizado para justificar um castigo que nunca aconteceu. O Nuno Santos lançou a água, mas no relatório vem um gesto obsceno. Vi as imagens, não vi nada desse gesto. Pensei que estava a ajudar o Nuno, e o que vi foi que apenas ajudei a justificar um castigo", atirou, recusando comentar o interesse dos leões em Marcus Edwards, jogador do V. Guimarães.

Carlos Carvalhal, que foi expulso na jornada anterior, reconheceu ser uma desvantagem não poder orientar a equipa esta noite do banco. "Se a presença do treinador é importante, tenho que dizer que sim. Se não fosse, não estavam no banco. Mas temos as nossas estratégias, na nossa equipa técnica a liderança é muito repartida pelos outros adjuntos, estamos muito identificados", disse, acrescentando sentir-se injustiçado pelo jogo de castigo que não lhe permite estar em Alvalade.

Sobre a partida em Alvalade, referiu que "jogar no campo do campeão nacional é o jogo mais difícil da época, ou dos mais difíceis". "O Sporting está a atravessar um bom momento, tem tido excelentes resultados, não perdeu ainda em casa para o campeonato e estamos à espera de dificuldades. Mas vamos com a ambição de sempre: não nos atemorizarmos com o adversário, respeitá-lo, mas jogar com uma ambição muito grande e lutar muito pelos três pontos", atirou.

nuno.fernandes@dn.pt

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