Conceição: "O meu futuro passa por trabalhar bem estas duas semanas e ganhar a Taça"

Treinador azul e branco dedicou a vitória à família e aos pais, relembrou que época ainda não chegou ao fim e disse que FC Porto foi melhor equipa. "Vitória foi merecida", considerou.

Nas primeiras reações após o clássico deste sábado, onde o FC Porto garantiu o seu 30.º título de campeão, Sérgio Conceição preferiu o foco e o trabalho à festa.

"Se calhar, não sou um treinador muito bom para conferências pós-conquistas", disse depois de ser questionado sobre o estado de espírito. "Sou mais efusivo no banco do que a festejar, mas é uma alegria enorme principalmente pelos jogadores e os adeptos também deram, hoje, uma demonstração daquilo que é o FC Porto. Se tivesse ganho cinco em cinco anos, se calhar estava mais feliz".

Apesar dos festejos deste sábado, o treinador dos azuis e brancos lembrou que "o trajeto não acabou, acaba dia 22 no Jamor [com a final da Taça de Portugal]. E aí, se calhar, tenho um sorriso maior do que hoje". Na mesma intervenção, Sérgio Conceição aproveitou para fazer uma dedicatória: "A minha família sofre muito com a minha profissão e, para eles, vai este título. Como todas as conquistas, dedico também aos meus falecidos pais."

Minutos depois do apito final, o futuro do treinador dos dragões foi também abordado na conferência de imprensa, com Sérgio Conceição a não deixar pistas sobre se o próximo ano será ou não à frente dos azuis e brancos. "O meu futuro passa por trabalhar bem estas duas semanas e conquistar a Taça de Portugal. Já tive dois dissabores no Jamor, ambos nos penáltis e pode ser que à terceira seja de vez", atirou.

"Sabíamos o que tínhamos de fazer para desmontar o adversário"

Numa perspetiva de análise à partida, Conceição referiu, ainda na flash interview, que foi "um jogo típico de fim de época. Sabíamos que ia ser um jogo difícil, um adversário competitivo". Segundo o treinador, a equipa técnica do FC Porto estudou o adversário e também "analisado várias formas de abordagem do Benfica. Sabíamos o que tínhamos de fazer para desmontar o adversário. Acho que fomos muito inteligentes e jogando com aquilo que o jogo nos deu." Foi graças a isso que, segundo Sérgio Conceição, o golo surgiu "no momento certo, na transição defesa-ataque", tudo porque a equipa, diz, "se conseguiu adaptar" às vicissitudes da partida.

No final, relembrou, "sabem que houve muita dificuldade no primeiro ano e, nos outros a seguir, não foram anos fáceis financeiramente".

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