Exclusivo Mundial milionário, fora de época, rodeado de escândalos e violações de direitos humanos

O novo ano terá um Mundial no inverno para evitar as tórridas temperaturas de verão no Médio Oriente. Uma originalidade da FIFA, que patrocina um país que não se contém nos gastos, mas que não respeita os direitos dos trabalhadores, das mulheres e dos homossexuais.

O Qatar vai entrar para a história do futebol em 2022 ao tornar-se no país mais pequeno de sempre a organizar um Campeonato do Mundo, após um processo de escolha polémico e envolto em suspeitas de corrupção, segundo as quais o governo catari teria pago uma verba a rondar os 880 milhões de euros para comprar votos a favor da sua candidatura, 21 dias antes do anúncio oficial da FIFA, realizado em novembro de 2010.

Foram muitas as críticas à escolha do Qatar, nomeadamente devido ao facto de, no verão, o calor no país ser insuportável e impróprio para que se possam realizar jogos de futebol ao mais alto nível. Por isso, a FIFA tomou a decisão inédita e histórica de mudar a data da realização do torneio. Ao contrário do que é tradição, o próximo Mundial vai realizar-se nos meses de inverno, a meio da época desportiva. Uma decisão que visa, precisamente, permitir que os jogos se realizem sob temperaturas mais amenas no Médio Oriente, que nesta altura oscilam entre os 15 e os 24 graus centígrados, contrastando com os mais de 40 graus habituais em junho ou julho.

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