Médicos japoneses temem que Jogos de Tóquio criem nova variante

Várias regiões do Japão estão em estado de emergência devido a novos surtos de infeções e sondagens recentes indicam que a população se opõe, em grande parte, à realização dos Jogos Olímpicos neste verão.

Um grupo de médicos de Tóquio alertou esta quinta-feira que os Jogos Olímpicos devem ser realizados sem espetadores por causa dos riscos da pandemia, enquanto uma associação de médicos pediu o cancelamento do certame, receando um "desastre".

Esse grupo de médicos alerta que o evento pode introduzir novas variantes no Japão e prejudicar os recursos médicos numa altura em que o país enfrenta a quarta vaga de covid-19.

Já a Associação Médica de Tóquio, com mais de 20 mil membros, não pediu o cancelamento total, mas disse que "realizar os Jogos sem espetadores é o mínimo, dada a situação atual".

Várias regiões do Japão estão em estado de emergência devido a novos surtos de infeções e sondagens recentes indicam que a população se opõe, em grande parte, à realização dos Jogos Olímpicos neste verão.

A organização já proibiu público estrangeiro nos Jogos, uma decisão sem precedentes na história do evento. Uma decisão sobre a presença de público japonês é esperada no final de junho.

De acordo com as regras atuais, os Jogos de Tóquio podiam ter até 5000 espetadores ou 50% da capacidade de cada recinto, o que for menor.

"Uma nova variante pode surgir e poderá ser chamada de variante olímpica de Tóquio e as críticas de que os Jogos foram um grande ato de loucura da humanidade podem perseguir-nos durante os próximos 100 anos", alertou o presidente do Sindicato dos Médicos do Japão, Naoto Ueyama.

"Algumas pessoas estão a agir quase como ditadores, pedindo às pessoas que façam sacrifícios para que os Jogos Olímpicos se realizem", acrescentou.

Os organizadores dos Jogos insistem que não vão criar pressão adicional sobre o sistema de saúde do Japão, com o Comité Olímpico Internacional a oferecer-se para levar para o país equipas médicas com o intuito de garantir que os Jogos não vão ser um fardo.

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