Exclusivo Marrocos. Um Atlas que ninguém conseguiu conquistar... até agora

Contratado há pouco mais de três meses, o selecionador Walid Regragui soube unir um conjunto de jogadores nascidos maioritariamente fora do país e estabeleceu regras, segundo as quais ninguém pode estar parado em campo. Em sete jogos sob o seu comando, a equipa apenas consentiu um golo... marcado na própria baliza.

Trocar o treinador que conseguiu a qualificação para o Campeonato do Mundo a pouco mais de três meses do evento não devia ser, em teoria, uma boa ideia. Talvez por isso, poucos apostariam que Marrocos se tornasse na principal surpresa da competição que está a decorrer no Qatar, sendo a única seleção fora do lote de favoritos ou candidatos que conseguiu chegar aos quartos-de-final, batendo pelo caminho Bélgica (2-0) e Canadá (2-1) e empatando a vice-campeã em título Croácia e uma Espanha que prometeu muito de início, mas acabou superada no desempate por penáltis perante os africanos.

Fernando Santos avisou para as dificuldades que esperam Portugal no jogo deste sábado, recordando o quão difícil foi bater os magrebinos na Rússia - "Foi um jogo mais complicado do que aquele que perdemos com o Uruguai", disse -, e é bom não esquecer a surpresa desagradável de 1986, no México, quando a soberba lusitana foi punida com três golos em 62 minutos e um bilhete de regresso a casa.

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