Líder Benfica deixa sinal de força com sétimo triunfo consecutivo

Dois golos do ucraniano Yaremchuk na primeira parte facilitaram a passagem da equipa de Jesus por Guimarães, onde mostrou que é a grande candidata ao título num dos raros terrenos onde não joga em "casa"

Falar de um claro candidato ao título quando a época ainda está no início pode ser um pouco exagerado mas a verdade é que este Benfica parece correr em ritmo de passeio rumo à conquista da Liga e este sábado, em Guimarães, deu mais um prova disso, passando com distinção o primeiro teste mais complicado que teve na prova. Ao bater o Vitória SC, por 3-1, num dos poucos estádios onde não joga em "casa", a equipa de Jesus manteve a dinâmica 100 por cento vitoriosa e deixou o aviso claro aos rivais: com um plantel cheio de opções e sem cometer os erros do ano passado será muito complicado desalojá-la do primeiro posto, tal a superioridade que exibe sobre os seus adversários.

Num terreno onde se deu muito bem nos últimos anos (dez vitórias em 11 jogos), perante um adversário que não lhe ganha desde a final da Taça de Portugal de 2013 e com um treinador que nunca venceu (nem empatou) Jorge Jesus, o Benfica entrou em campo com aquele que parece ser, por agora e para o técnico, o seu onze mais capaz, registando-se apenas a saída de Diogo Gonçalves e a entrada do austríaco Lazaro para o flanco direito de uma defesa com três centrais - Rafa Silva surgiu como uma espécie de 10, (des)equilibrando as forças a meio-campo com uma grande exibição. Já Pepa não mexeu na estrutura da sua equipa, que começou a partida num 4x3x3 mutável num 5x4x1 (com Alfa Semedo a recuar para junto dos centrais) assim que os lisboetas chegavam ao ultimo terço do seu ataque.

Após uns primeiros minutos intensos e equilibrados, com ligeiro ascendente dos encarnados e boa resposta dos minhotos, a equipa de Jesus começou a criar boas oportunidades para chegar ao golo, pressionando alto e com muitos homens. E depois de dois falhanços de Yaremchuk, o ucraniano acabou por fazer mesmo o golo inaugural (30'): lançado por Vertonghen, ficou sozinho frente a Trmal e picou-lhe a bola por cima, num lance de grande classe.

Reação minhota cai depressa

O golo despertou a equipa da casa, que reagiu com coração, conseguindo empurrar o Benfica até à sua zona defensiva - sem, todavia, causar grande mossa no seu adversário. Este, por seu turno, foi bastante mais prático e eficaz, já muito perto do intervalo. Um erro na saída de Borevkovic deixou as bolas nos pés de Rafa Silva que voltou a desmarcar Yaremchuk: este, depois de falhar a repetição do primeiro golo, ainda recuperou a bola perto da linha final e arriscou um remate quase sem ângulo, que tabelou em Mumin antes de se aninhar no fundo das redes (41').

O 0-2 desnorteou por completo o conjunto vitoriano, que podia ter ido para os balneários com uma goleada valente, não se desse o caso de Yaremchuk primeiro e Darwin depois terem falhado na cara de Trmal, o primeiro num remate à figura, o segundo num chapéu que saiu um pouco largo.

A segunda metade começou com a melhor hipótese vimaranense até então, depois de Rafa Soares centrar da esquerda para Marcus Edwards, em posição frontal, arrancar um remate disparatado. Mais dinâmica, aproveitando a menor intensidade benfiquista - por muito que se negue, a perspetiva de um jogo na Champions frente ao Barcelona acaba sempre por pesar, sobretudo quando o conjunto dispõe de um avanço seguro -, a equipa de Pepa foi desenhando alguns bons ataques, embora mal definidos.

Do outro lado, e após uma curiosa discussão entre Darwin e Jesus que acabou com uma não menos curiosa substituição de Yaremchuk por Pizzi, o Benfica matou de vez o jogo aos 73 minutos, depois de uma transição rápida conduzida por Rafa Silva e concluída por João Mário, com a bola a tabelar no calcanhar do infeliz Mumin. O Vitória ainda reduziu aos 78', depois de Bruno Duarte concretizar um pontapé de penálti - prémio justo para a entrega ao jogo da equipa -, mas o triunfo estava entregue há muito.

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