Juntar eficácia à qualidade deixa dragões mais perto da final

Sporting foi melhor até chegar à vantagem, altura em que o FC Porto acordou e conseguiu dar justamente a volta ao resultado, porque não desperdiçou as ocasiões que soube construir nesse período.

O FC Porto ficou ontem muito perto de chegar à final da Taça de Portugal, depois de ter vencido em Alvalade por 2-1, numa partida em que esteve a perder mas soube dar a volta, com os golos de Taremi (de penálti) e Evanilson a anularem a vantagem conseguida por Sarabia logo no arranque do segundo tempo. Os leões terão de vencer por dois golos (ou ganhar marcando pelo menos três) na segunda mão, agendada para 20 de abril, isto se quiserem marcar presença no Jamor.

Para este embate, Rúben Amorim voltou ao seu esquema tradicional, uma vez que já pôde contar com Sarabia e Tabata (o brasileiro ficou no banco). Nuno Santos, que tem marcado frequentemente no clássico, subiu no terreno, enquanto Matheus Reis atuou na ala, com Neto a entrar para central direito, apesar de Feddal já estar suficientemente recuperado para entrar nas opções - algo que não sucedeu com Pote e o castigado João Palhinha. Do lado azul e branco, Sérgio Conceição mexeu bastante, começando logo pela baliza, onde Marchesín rendeu Diogo Costa. Na direita da defesa, Bruno Costa foi preferido a João Mário, enquanto Pepe recuperou o seu lugar depois de cumprir a sanção com que foi punido na sequência dos incidentes da partida da I Liga. No meio-campo, Otávio foi surpreendentemente poupado, com Grujic e Uribe a entrarem para o miolo, acompanhados pelos jovens Vitinha, enquanto Fábio Vieira, à direita, ajudava a formar uma espécie de 4x3x3 juntando-se aos dianteiros Taremi e Evanilson.

Com várias bandeiras ucranianas na bancada (bem como na braçadeira de Coates, nas camisolas com que o trio de arbitragem liderado por Artur Soares Dias entrou em campo e nos ecrãs do estádio), as duas equipas pressionaram intensamente o adversário, pelo que os espaços raramente se abriam. Por isso, foi necessário esperar pelo 23.º minuto para se ver um lance de verdadeiro perigo em Alvalade. Paulinho fugiu na direita e, depois de Zaidu cortar o centro para a entrada da área, o remate de primeira de Matheus Nunes saiu rente ao poste direito de Marchesín.

À meia hora, nova ameaça leonina, numa transição rápida. Paulinho caiu à entrada da área antes de rematar devido a um raspão em Bruno Costa, mas a bola ainda sobrou para Ugarte. O remate do uruguaio, apesar de fraco, não foi agarrado à primeira, mas o guarda-redes acabaria por corrigir o erro. Seis minutos depois, foi a vez de Sarabia desperdiçar uma excelente ocasião, após cruzamento de um Nuno Santos algo desastrado: o espanhol chutou no ar, quando estava em boa posição. Já na compensação, foi Porro a ameaçar com um remate difícil de pé esquerdo.
Quando o intervalo chegou, o 0-0 acabava por ser um resultado que se aceitava, mesmo se o Sporting criara as únicas ocasiões de jogo (e esteve defensivamente impecável), numa partida muito fechada e tática mas na qual os jogadores se dedicaram apenas a jogar futebol (apesar das 15 faltas) - nos tempos que correm, já não é mau.

Aparecem os golos

Para o segundo tempo, Amorim fez entrar o reforço Edwards, tirandoo tocado Nuno Santos - sem grande vantagem para a equipa, diga-se. Sérgio Conceição manteve o onzeinicial, apesar de Diogo Costa ter passado o intervalo a exercitar-se. A segunda metade começou, infelizmente, como a primeira, com uma chuva de tochas, depois de o Sporting ganhar um livre perigoso. E daí sairia o primeiro golo do encontro: depois de uma primeira tentativa interrompida por uma tocha, à segunda Porro tocou para o lado e Sarabia marcou com um remate em arco muito parecido com o que executara frente ao Estoril (49").

O FC Porto não demorou a reagir e logo depois Taremi esteve perto do empate - só um corte incrível de Luís Neto evitou o golo do iraniano. Não foi aí, foi logo a seguir, depois de Porro derrubar, sem necessidade, Evanilson na grande área. Dos 11 metros, Taremi não perdoou e fez o 1-1 aos 59 minutos. Os leões pagavam assim o preço dos erros que cometeram depois de terem chegado à vantagem.

Conceição fez então três alterações, que já tinha preparadas ainda antes do tento. Entraram João Mário, Otávio e Pepê e os dragões deram logo a volta ao marcador: numa transição rápida, um centro da direita foi desviado de calcanhar por Taremi, deixando Evanilson à vontade para marcar tranquilamente (64"). Mais habituado a estes momentos, o FC Porto já não se deixou surpreender e segurou, sem problemas, a vantagem, perante um adversário desnorteado - aliás, podia mesmo ter saído com uma vantagem mais confortável da deslocação a Lisboa, isto apesar de Marchesín ainda ter evitado a igualdade na compensação.

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