Quem vota? A que horas? Quando saem os resultados? Guia para a AG

Quem vota? A que horas? Qual é a pergunta que está no boletim? Quantas pessoas são esperadas? Aqui tem as respostas que precisa para se orientar no dia da Assembleia Geral

O que vai ser perguntado aos sócios do Sporting?
Pretende ou não a "revogação coletiva, com justa causa, do mandato dos membros do Conselho Diretivo", liderado por Bruno de Carvalho. É esta a pergunta a que os sócios sportinguistas vão ter de responder este sábado à tarde. No boletim de voto, à frente do 'sim', consta entre parênteses, que isso "significa a saída da Direção" e, à frente do 'não', também entre parênteses, está que isso "significa a continuidade da Direção". Além de 'sim' e 'não', os sócios 'leoninos' podem ainda optar pela abstenção.


Onde é, a que horas começa e quando acaba a Assembleia Geral?
As portas da Altice Arena, em Lisboa, abrem ao meio-dia e a reunião arranca às duas da tarde, se estiverem presentes a maioria dos sócios. Caso contrário, os trabalhos arrancam meia hora depois, com os presentes. Quem estiver dentro do pavilhão não vai poder sair e voltar a entrar durante os trabalhos, que devem durar até ao início da noite, já que à entrada cada sócio será credenciado e ser-lhe-á entregue um boletim de voto. A votação encerra às 20.00, mas todos os sócios que estejam ainda na fila para votar poderão fazê-lo.


Quem vai poder estar na Altice Arena?
Apenas os sócios do Sporting com mais de 18 anos, com a quota de maio paga e um mínimo de 12 meses ininterruptos como associados terão acesso às Assembleia Geral na Altice Arena.


O que vai acontecer dentro do pavilhão?
Discussão e votação. É esta a agenda para esta tarde e as duas vão decorrer em simultâneo. Os sócios vão discutir a situação do clube e votar a "revogação coletiva, com justa causa" dos sete elementos que se mantêm em funções no Conselho Directivo: Bruno de Carvalho (presidente), Carlos Vieira (vice-presidente), Rui Caeiro (vogal), José Quintela (vogal), Luís Roque (vogal), Luís Gestas (vogal) e Alexandre Godinho (vogal). Os boletins de voto serão colocados numa urna transparente e o ato será auditado pela empresa Kreston e Associados e terá a presença de um notário.


E se for votada a continuidade de Bruno de Carvalho?
Se for votada a continuidade do atual Conselho Diretivo, serão marcadas eleições para o conselho fiscal e para a mesa, dentro de 60 dias, meados de setembro. "Será logo nessa hora devidamente marcado. A única questão é se é para dois ou três órgãos. Qualquer que seja o resultado, no prazo previsto nos estatutos, serão feitas as eleições no Sporting", informou esta semana o líder da Mesa da Assembleia Geral, Jaime Marta Soares.


E se Bruno de Carvalho deixar de ser presidente, quem assume o clube?
Nesse cenário, a Comissão de Gestão tomará conta dos destinos do clube de forma transitória. Esta comissão foi designada por Marta Soares e é liderada por Artur Torres Pereira.


A AG vai ser transmitida na televisão?
A Assembleia será filmada e gravada, mas as imagens não serão transmitidas, nem pela Sporting TV. Não são admitidos jornalistas na sala.


Quem garante a segurança da reunião?
O presidente da Mesa indicou que está a cargo da PSP, afirmando não ter "preocupações nesse sentido" - "conheço os sócios do Sporting e não creio que haja qualquer tipo de conflito". O DN apurou que haverá cerca de duas centenas de agentes e 10 a 15 viaturas do Corpo de Intervenção.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.

Premium

Opinião

Angola, o renascimento de uma nação

A guerra do Kosovo foi das raras seguras para os jornalistas. Os do poder, os kosovares sérvios, não queriam acirrar ainda mais a má vontade insana que a outra Europa e a América tinham contra eles, e os rebeldes, os kosovares muçulmanos, viam nas notícias internacionais o seu abono de família. Um dia, 1998, 1999, não sei ao certo, eu e o fotógrafo Luís Vasconcelos íamos de carro por um vale ladeado, à direita, por colinas - de Mitrovica para Pec, perto da fronteira com o Montenegro. E foi então que vi a esteira de sucessivos fumos, adiantados a nós, numa estrada paralela que parecia haver nas colinas.