Golão de Grimaldo e polémica em vitória que encurtou desvantagem para o leão

Encarnados fartaram-se de falhar golos, principalmente por Seferovic, mas beneficiaram da dualidade de critérios do VAR e do árbitro: Denilson Jr. foi expulso no fim da primeira parte mas Otamendi ficou em campo

Depois da derrota na estreia no Dragão, Nélson Veríssimo estreou-se a ganhar pelo Benfica, com uma vitória por 2-0 diante do Paços de Ferreira. Um resultado que permitiu às águias reduzir a desvantagem em relação ao Sporting, segundo classificado, para quatro pontos.

Em relação ao último jogo (derrota com o FC Porto, para a I Liga), Nélson Veríssimo fez quatro alterações, com Vlachodimos, Vertonghen, Yaremchuk (os três com Covid-19) e o castigado André Almeida a serem rendidos, respetivamente, por Helton Leite, Otamendi, Seferovic e Grimaldo.

O Benfica esteve perto do golo por três vezes nos primeiros 18 minutos, na primeira por Seferovic e depois em duas ocasiões por Rafa. O Paços de Ferreira estava encolhido no seu meio-campo e o golo do Benfica parecia uma questão de tempo, com os encarnados a apresentarem um futebol fluído e acutilante, com os extremos Rafa e Everton (principalmente este último) em plano de destaque.

Entretanto, aos 25", Otamendi teve uma entrada muito dura sobre Stephan Eustáquio. À luz da interpretação que na generalidade se tem visto nas últimas semanas no campeonato português, que pune qualquer pisão com cartão vermelho (quase sempre após intervenção do VAR) o argentino pode agradecer ter continuado em campo.

Os encarnados continuavam a dominar os acontecimentos, mas a um ritmo bem mais moderado, o que permitia aos pacenses respirarem um pouco melhor, ainda que sem se aventurarem muito em termos ofensivos. Pelo que ontem se viu na Luz não é de estranhar que a equipa agora orientada por César Peixoto (e anteriormente por Jorge Simão) apresente o segundo pior ataque do campeonato, com apenas 13 golos em 17 partidas.

Seguiram-se mais duas claras oportunidades de golo para os lisboetas: um cabeceamento relativamente perigoso de Seferovic, no desvio a livre indireto de Everton e bela iniciativa individual de Gonçalo Ramos, concluída com remate fortíssimo que acabou por embater na trave.

Quando o intervalo estava mesmo a chegar, a tranquilidade foi abalada por uma entrada dura de Denilson Jr. sobre Grimaldo. Desta vez, ao contrário do que sucedeu no lance de Otamendi, o VAR Luís Godinho chamou o árbitro Vítor Ferreira, que corrigiu o amarelo que tinha dado e mostrou o vermelho ao jogador visitante. E logo a seguir, na última jogada da primeira parte, o Benfica chegou ao golo, com João Mário a rematar para a baliza deserta, após defesa do guarda-redes André Ferreira a um remate de Gonçalo Ramos. Foi o terceiro golo do médio esta época (segundo na I Liga).

O Benfica reentrou em campo no mesmo alto ritmo do início da partida e só o desacerto de Seferovic impediu o 2-0, em duas ocasiões. Mas esta intensidade dos visitados foi sol de pouca dura e aos 57" o Paços de Ferreira criou a sua única oportunidade de golo, tendo valido ao Benfica a fantástica defesa de Helton Leite, após excelente iniciativa individual de Diaby.

Aos 60", Nélson Veríssimo refrescou o ataque, com Darwin Núñez a render Gonçalo Ramos, numa tentativa de trazer mais agitação ao jogo pachorrento das águias. E o uruguaio trouxe de facto essas valências, mas por vezes faltou-lhe tomar a melhor decisão na conclusão das jogadas.

Mesmo estando em vantagem numérica, a vantagem de 1-0 não tranquilizava os adeptos, que não escondiam o desagrado perante a passividade da equipa. E o Paços de Ferreira, em pezinhos de lã, ia tendo algumas aproximações relativamente perigosas junto da baliza de Helton Leite. Aos 73" Paulo Bernardo substituiu Everton, que depois de um excelente começo desaparecera em combate.

A pasmaceira foi quebrada com um fantástico golo de Grimaldo aos 75", numa "bomba" de fora da área. Uma bela forma de assinalar o golo 6 mil do Benfica no campeonato. E até ao final as águias ainda desperdiçaram quatro enormes oportunidades para fazer o 3-0.

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