Luvas de Diogo Costa trazem um ponto de Madrid

O FC Porto empatou com o Atlético de Madrid (0-0), num jogo em que perdeu Pepe por lesão. Golo anulado aos dragões perto do final do jogo promete dar que falar. Jovem guarda redes em grande com duas enormes defesas.

Depois do brilharete da época passada (chegou aos quartos de final), o FC Porto tinha como missão começar bem a Liga dos Campeões versão 2021, no chamado grupo da morte. Para a história fica mais um grande desempenho dos dragões na prova, apesar do 0-0 final esta quarta-feira, em Madrid.

E se Diogo Costa evitou dois golos do Atlético, os azuis e brancos tiveram uma bola no poste e um golo anulado.

Se Sérgio Sérgio Conceição mudou três peças no onze (4X4X2) em relação ao clássico - saíram João Mário, Marcano e Bruno Costa e entraram Zaidu, Grujic e Toni Martínez -, Simeone promoveu quatro alterações em relação ao embate com o Espanyol (3x4x3) no fim de semana -Trippier, Savic (castigado), Griezmann e Ángel Correa deram lugar a José Giménez, Kondogbia, João Félix e Lemar.

Os primeiros 20 minutos de jogos ficaram marcados por uma exibição personalizada do FC Porto e uma atitude mais expectante do Atlético. E com uma oportunidade de golo para cada uma das equipas. Luis Suárez obrigou o miúdo Diogo Costa (estreou-se a titular na Liga dos Campeões a quatro dias de fazer 22 anos) a brilhar na baliza portista, enquanto Oblak não precisou de se esforçar muito para impedir o golo de Taremi num remate frouxo do avançado iraniano.

Os rasgos de génio de Luis Diáz irritavam Simeone. Numa paragem de jogo após o colombiano desmarcar Zaidu, que não soube aproveitar, o treinador do Atlético chamou quase meia equipa para uma mini palestra para acertar posições... afinal os dragões chegavam com facilidade à baliza colchonera.

Apesar disso, a primeira parte terminou com um insípido 0-0, resultado de muita luta a meio campo, algumas faltas (três cartões amarelos para os dragões) e pouca baliza, com apenas quatro remates (dois para cada equipa) e um enquadrado para os espanhóis.

Faltava maior atrevimento ofensivo às duas equipas e do lado portista faltava seguramente mais Otávio no jogo. Sérgio tinha razões para não gostar do desempenho de Zaidu (já amarelado) e trocou-o por Wendel, refrescando assim a ala esquerda. Curiosamente foi a ala direita a reagir melhor e Otávio sacou um remate cruzamento que levou a bola à barra da baliza de Oblak. Nem Toni Martínez nem Taremi estavam no local certo para a recarga e assim se perdeu mais uma oportunidade de golo para os dragões.

Lesão de Pepe, voo de Diogo Costa e vermelho de Mbemba

O Governo espanhol não permitiu adeptos do FC Porto no Wanda Metropolitano e por isso as bancadas ganharam vida de forma tendenciosa e com Pepe como alvo. Os espanhóis não esqueceram os duelos acesos com o capitão portista quando ele representava o Real Madrid e assobiaram-no até na hora da saída por lesão. O capitão ter-se-á ressentido da pancada na zona das costelas - num lance com Diogo Costa no primeiro tempo - e acabou por sair logo no início do segundo tempo.

Entrou Marcano e Simeone aproveitou para restruturar a sua equipa com uma tripla substituição com muito poder de fogo na frente, com Griezmann (para o lugar do apagado João Félix) como falso dez e Correa junto a Suárez. A resposta de Sérgio provou que o jogo também se fazia no banco. Para impedir que o francês levasse a bola até aos homens da frente, o treinador portista reforçou o meio campo com Vitinha e Sérgio Oliveira, dando assim equilíbrio ofensivo e defensivo.

Isto na teoria, que na prática nem um minuto demorou para Vitinha ver o amarelo e o perigo rondar a baliza azul e branca. Só uma defesa daquelas que valem pontos impediu que o At. Madrid se colocasse a vencer aos 67 minutos num enorme remate de Correa. Enorme o jovem guarda-redes do FC Porto.

Nesta altura era o Atlético a assumir as rédeas do jogo, deixando os portista entregues ao contra-ataque. Foi num desses lances que Taremi chegou a meter a bola na baliza. O iraniano ganhou o duelo a Oblak, mas viu o VAR anular o golo, por mão na bola... Um daqueles lances para alimentar as conversas de café durante alguns dias.

Assim como aquele final de jogo em que Mbemba foi expulso e Suárez quase fez o golo colchonero...

No outro encontro deste Grupo B, Liverpool e AC Milan defrontaram-se em Anfield Road, com os reds a darem a volta e a vencerem no final, por 3-2, confirmando que este grupo vai ser bem equilibrado.

isaura.almeida@dn.pt

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