Francesco Farioli, treinador do FC Porto.
Francesco Farioli, treinador do FC Porto.FOTO: MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

Farioli pede intensidade máxima do FC Porto frente ao Rio Ave: “Casa Pia também não estava num bom momento”

Com várias baixas por lesão, Farioli ainda não poderá contar com Martim Fernandes e Kiwior. Thiago Silva é dúvida.
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O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, desvalorizou este sábado, 21 de fevereiro, a diferença de 39 pontos para o Rio Ave, adversário dos 'dragões' na 23.ª jornada da I Liga de futebol, tendo o desaire frente ao Casa Pia como alerta.

Depois do triunfo sofrido na Madeira, diante do Nacional (1-0), que terminou uma série de dois jogos sem vencer, os 'azuis e brancos' defrontam um Rio Ave em crise, com cinco derrotas consecutivas, mas o técnico recusa uma abordagem complacente.

"O Casa Pia também não estava num bom momento e conseguiu ter um grande desempenho. Temos de nos focar em nós, na forma como abordamos o jogo, com a máxima intensidade possível. Esperamos uma equipa a fazer algo diferente, como aconteceu frente ao Moreirense", sublinhou, em conferência de imprensa de antevisão à partida de domingo, no Estádio do Dragão, no Porto.

Com várias baixas por lesão, Farioli ainda não poderá contar com Martim Fernandes e Kiwior, apesar da "evolução fantástica" do polaco, contando ter ambos os jogadores disponíveis nos "próximos dias", enquanto Thiago Silva, revelou o italiano, teve um "pequeno problema" e será avaliado antes do encontro.

Nos últimos nove jogos, o FC Porto marcou apenas um golo em sete, com o treinador a assumir que há espaço para melhorias no capítulo ofensivo, mas lembrando que "basta marcar mais um golo do que o adversário para ganhar jogos de futebol".

"Já mencionei o facto de se dar atenção ao que fazemos mal e não ao que fazemos bem. A um nível temos o resultado, a outro a exibição. Todas as equipas jogam contra nós com um alto nível de respeito e não mexem mesmo após sofrerem o primeiro golo. Queremos grandes resultados, mas, na realidade, os jogos são bem mais exigentes", disse.

O conjunto portista não tem o seu principal marcador, Samu, até ao final da temporada, o que levanta problemas no ataque, também desfalcado de Luuk de Jong. O reforço Terem Moffi está ainda à procura da melhor condição e até os médios Rodrigo Mora e Gabri Veiga são equacionados para a posição ‘9'.

"O Terem está a trabalhar muito. Está quase no ponto de ser titular. Neste momento, temos o Deniz Gül um passo à frente em termos de condição e de saber o que é preciso fazer. Nas próximas semanas, vamos precisar dos dois", frisou.

O treinador do FC Porto comentou ainda o caso do alegado insulto racista de Gianluca Prestianni a Vinicius Júnior, no encontro Benfica-Real Madrid, de terça-feira, a contar para a Liga dos Campeões, referindo-se apenas à problemática no seu todo.

"Não estou aqui para dar lições sobre o tópico, mas tenho a dizer que trabalhei em seis países e sei a diferença de te sentires ou não bem recebido. O nosso 'staff' tem sete nacionalidades, a melhor forma de aprendermos e melhorarmos é estarmos abertos à diversidade. (...) Em 2026, estar a ser julgado pela cor de pele ou religião não deveria ser um tópico de discussão", concluiu.

O FC Porto, líder da I Liga, com 59 pontos, recebe o Rio Ave, 15.º classificado, com 20, a partir das 20:30 de domingo (22), num jogo a contar para a 23.ª jornada da prova que será arbitrado por David Rafael Silva, da associação do Porto.

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