"Espero, do fundo do coração, que o Rui Vitória tenha sucesso no Spartak"

No lançamento do duelo para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, o treinador do Benfica, Jorge Jesus, manifestou o desejo de que o compatriota Rui Vitória "tenha o maior êxito" no Spartak Moscovo, mas apenas depois dos dois jogos contra o Benfica

"O Rui Vitória teve sucesso no mesmo clube, o Benfica, e tem tido também fora de Portugal. Espero, do fundo do coração, que tenha sucesso no Spartak, que seja campeão e ganhe todas as competições na Rússia", afirmou Jesus, em conferência de imprensa.

O técnico lembrou que "já passaram seis anos" desde que ambos se desentenderam, quando Vitória comandava o Benfica e Jesus estava à frente do Sporting, após ter deixado a equipa da Luz, e salientou que, na quarta-feira, em Moscovo, "vão defrontar-se duas equipas e não dois treinadores".

"Tenho respeito pelo Spartak e pela equipa técnica portuguesa. Tal como aconteceu comigo, tem andado fora do seu país e gostava que tivessem o maior êxito na Rússia, mas depois dos nossos jogos. Que sejam muito felizes a partir daí", desejou Jesus.

Pouco antes destas declarações, Rui Vitória também abordou o relacionamento -- ou falta dele -- entre os dois treinadores, confessando que não quer "alimentar novelas" e que não iria falar com o homólogo benfiquista.

"Em relação aos dois treinadores, sinto que é uma novela que se gosta de alimentar, mas eu já não estou para essas novelas. Também não muda nada. Não é por eu estar no estrangeiro que as coisas se vão alterar. Até a data, nunca nos falámos, portanto agora também não vamos falar, obviamente", disse o treinador, que cumpre a primeira temporada no Spartak de Moscovo.

Benfica e Spartak de Moscovo jogam a primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões na quarta-feira, a partir das 18:00 (hora de Lisboa), em Moscovo, num encontro que será dirigido pelo espanhol Carlos del Cerro Grande.

"No ano passado foi o Abel, agora é o Rui Vitória"

O treinador do Benfica, Jorge Jesus, relativizou hoje o conhecimento que Rui Vitória tem dos 'encarnados' e lembrou que existe uma "grande diferença" em relação à terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões de futebol do ano passado.

"Obviamente que os treinadores portugueses conhecem melhor o Benfica. No ano passado foi o Abel [Ferreira] e agora é o Rui Vitória. Isso traz-lhes vantagens, mas nós também temos um conhecimento do adversário, embora não tão profundo, mas que nos permite transmitir a melhor estratégia para o jogo", afirmou Jesus, na antevisão do primeiro duelo com o Spartak de Moscovo, para a terceira pré-eliminatória da 'Champions'.

Há um ano, as 'águias' foram eliminadas nesta ronda preliminar da prova 'milionária' pelo PAOK, então orientado por Abel Ferreira, enquanto agora terão pela frente outro técnico luso, Rui Vitória, que liderou a equipa benfiquista entre 2015 e 2019. Contudo, Jorge Jesus fez questão de realçar algo que poderá ser decisivo para o sucesso dos 'encarnados' esta época.

"No ano passado [aquando da eliminatória com o PAOK, disputada num só jogo, na Grécia], eu tinha cinco semanas de trabalho com a equipa e agora tenho um ano e mais cinco semanas de trabalho. É uma grande diferença em relação ao ano passado", disse.

Jorge Jesus garantiu um Benfica com "muita ambição, confiança e uma vontade passar esta eliminatória", cujo encontro da primeira mão se realiza na quarta-feira, em Moscovo.

"Tivemos uma pré-época com jogos em que não houve esta responsabilidade, portanto o nosso crescimento será sempre jogo a jogo. Este é o primeiro jogo a sério e queremos estar a um nível alto. Temos muita confiança na equipa e no trabalho que estamos a desenvolver", referiu.

O técnico deu a entender que os 'encarnados' deverão apresentar-se com uma linha de quatro defesas na capital russa, uma vez que "praticamente" não utilizaram o sistema de três centrais durante a pré-época: "É normal que, agora, mantenhamos a referência do que fizemos na pré-época."

Jesus admitiu ainda que Gonçalo Ramos e Seferovic partem em vantagem sobre Carlos Vinícius e Rodrigo Pinho na luta pelas vagas no ataque 'encarnado', uma vez que "já conhecem as ideias da equipa", e considerou mesmo que o internacional sub-21 luso "é um menino que cresceu muito da época passada para esta".

Por outro lado, confessou que a saída de Luís Filipe Vieira da presidência do Benfica, envolvido no processo 'Cartão Vermelho', foi "uma surpresa para todos", mas assegurou que a mesma "não influenciou o trabalho diário da equipa", à qual "não tem faltado nada".

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