Chuva e muita emoção no último adeus ao Bibota

Figuras como Paulo Futre, ex-internacional português, André Villas Boas, treinador, ou até José Luís Carneiro, ministro da Administração Interna, estiveram presentes

Mesmo com a chuva que se fez sentir, milhares de pessoas reuniram-se este domingo para terem uma última oportunidade para dizer adeus a Fernando Gomes, o Bibota, que morreu no sábado, aos 66 anos.

Presentes estiveram nomes como Paulo Futre, ex-internacional português, André Villas Boas, treinador, ou até José Luís Carneiro, ministro da Administração Interna.

À chegada ao velório, André Villas Boas, ex-treinador do FC Porto, falou sobre as memórias que tem do Bibota, "um dos símbolos máximos do clube, pessoa que recordamos com grande paixão e intensidade". Considerando que Fernando Gomes teve um papel "como poucos", Villas Boas deixou uma ideia: "Quando morreu o Maradona tive o atrevimento de achar que o número 10 devia ser retirado. O número 9 do Gomes é especial. Não sei se era justo propor isso por ser número tão emblemático, parece quase surreal, e tão forte para os pontas-de-lança. Mas as iniciais FG em cada número 9 do FC Porto seria uma honra histórica e para a eternidade."

Amigo próximo e antigo colega de equipa de Fernando Gomes, Paulo Futre concorda com as sugestões de Villas Boas e deixa outro apontamento. "Concordo com tudo. Até proponho que Portugal jogue amanhã [hoje] com uma braçadeira negra porque estamos a falar de um dos grandes", sugeriu.

Já José Luís Carneiro - que disse não ser adepto do FC Porto - confessou-se um "admirador deste grande atleta". Pedro Proença - o presidente da Liga Portugal estava no Qatar e voltou de propósito para as cerimónias fúnebres - recordou "uma figura extraordinária. Uma pessoa que conseguia criar unanimidade. Todas as homenagens que se façam, à beira de uma perda de uma figura destas, são muito curtas". "A família do futebol perde um grande homem", afirmou.

Depois da missa de corpo presente na igreja das Antas, o corpo do Bibota seguiu para o Tanatório da Lapa, onde foi cremado. Antes, houve uma passagem pelo Estádio do Dragão, onde foi recebido com cânticos e palmas. E nem a chuva demoveu as pessoas, que se foram juntando ao longo do percurso, homenageando pela última vez um dos maiores rostos de sempre do futebol nacional.

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