Braçadeira de capitão de Ronaldo leiloada por 64.000 euros

O dinheiro vai servir para ajudar um bebé de seis meses que sofre de atrofia muscular espinhal e precisa de tratamentos com custos na ordem de dois milhões de euros.

A braçadeira de capitão da seleção portuguesa de futebol que Cristiano Ronaldo atirou ao relvado no fim do jogo com a Sérvia (2-2) foi arrematada esta sexta-feira, por 64.000 euros, num leilão realizado para ajudar uma criança doente.

"O leilão, com caráter humanitário, da braçadeira de capitão de Cristiano Ronaldo acaba de terminar, com a notável cifra de 7,5 milhões de dinares [perto de 64.000 euros]", informou o promotor da iniciativa, Jovan Simic, na rede social Twitter.

Simic agradeceu especialmente ao bombeiro Djordje Vukicevic, que recolheu a braçadeira lançada pelo avançado português e a entregou para ser leiloada, a fim de angariar dinheiro para ajudar um bebé de seis meses que sofre de atrofia muscular espinhal e precisa de tratamentos com custos na ordem de dois milhões de euros.

No sábado, com a partida empatada 2-2 (depois de Portugal ter estado a vencer por 2-0), Cristiano Ronaldo rematou e o sérvio Mitrovic retirou a bola, aparentemente, já depois de ter ultrapassado completamente a linha de baliza, mas o golo não foi validado.

Na sequência do lance, Cristiano Ronaldo protestou, foi admoestado com cartão amarelo e atirou com a braçadeira de capitão para o relvado do Estádio Rajko Mitic, em Belgrado, no final do jogo de apuramento para o Mundial2022.

O gesto (atirar a braçadeira de capitão para o relvado) não teve consequências para o capitão português e foi até desvalorizado pelo selecionador Fernando Santos

"O Ronaldo será sempre o capitão, é um exemplo nacional, todos os jogadores o dizem. De trabalho, de treino, na forma como recebe, é um exemplo social. Se o Cristiano tivesse ofendido o selecionador, os colegas ou a Federação, aí sim, teríamos de pensar. Mas não aconteceu nada disso. Aconteceu um momento de grande frustração. Poderia ter sido a mim, que pelo que disse ao quarto árbitro podia ter sido expulso. É um momento de grande frustração para alguém que quer ganhar sempre, que dá tudo pela seleção. De repente, vê a bola dentro da baliza e vê que não é golo. Se foi interessante? Não foi. Mas ele percebeu e fez uma publicação nas redes sociais dez minutos depois a referir isso mesmo. Ninguém vai dizer que foi um gesto bonito, mas daí a pôr em causa se o Cristiano vai ser o capitão... vai ser de certeza", disse Fernando Santos.

O selecionador foi mesmo ao baú de memórias para recordar o único episódio da sua carreira de treinador em que foi obrigado a castigar um jogador devido ao que considerou uma falta de respeito. "Em toda a minha carreira, só houve um jogador com quem deixei de contar. Foi substituído e atirou a camisola ao chão. Isso sim é uma falta de respeito e deixei de contar com ele. Mas não foi o que aconteceu agora", explicou.

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